<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-9489475</id><updated>2011-04-21T16:37:03.476-04:00</updated><title type='text'>Jornalismo na Rede</title><subtitle type='html'>Blog pessoal do jornalista Rodrigo Alves</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://jornalismonarede.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9489475/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalismonarede.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Rodrigo Alves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11808376702313104497</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>23</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9489475.post-112749702677955181</id><published>2005-09-23T12:36:00.000-05:00</published><updated>2005-09-23T12:37:06.790-05:00</updated><title type='text'>Podemos dar um basta!</title><content type='html'>&lt;em&gt;Rodrigo Alves*&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;O programa Linha Direta, da Rede Globo de Televisão, exibiu na noite de 15 de setembro o caso de homicídio encomendado envolvendo um casal de Inconfidentes MG, minha terra natal. Sei que é de conhecimento de toda a população local o que ocorreu, até porque a imprensa escrita da região repercutiu a notícia em primeira página, assim como os programas jornalísticos de rádio e televisão. A comovente história deve servir como ponto de discussão para o conturbado momento em que vivemos, principalmente porque no dia 23 de outubro teremos a chance de decidir o futuro de milhares de brasileiros por meio do voto. Trata-se do plebiscito sobre a proibição ou não das armas de fogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas porque usar esse desastre como exemplo? Simples! Porque a morte foi encomendada pela esposa a um matador de aluguel, que na certa portava uma arma ilegal, adquirida não sei de que forma. E assim vive milhares de bandidos em todo o País, alguns, inclusive, armados pela polícia corrupta, aquela que financia o tráfico, colabora com a violência e condiz com o crime.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem mesmo a região, diga-se de passagem, com pouco mais 100 mil habitantes no entorno, deixou de ser incluída em um escabroso dado: o Brasil é o país com o maior número de pessoas mortas com armas de fogo no mundo. Só 2003 aconteceram 108 mortes por dia, quase 40 mil no ano, de acordo com o Instituto Datasus. Em nossa região temos um exemplo, mas no País, o número ecoa o pedido de socorro 170 milhões de brasileiros como Claudinho, Joãos, Marias, Renatos... E as armas continuam sendo as responsáveis. Matam mais do que acidentes de trânsito e são a maior causa de mortes de jovens neste país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E enquanto houver armas no País, enquanto a população não se conscientizar que é preciso uma cultura de paz, vai haver pessoas dispostas a comprá-las ilegalmente, a contrabandeá-las e, o maior perigo, torna-las moeda de troca, seja para uma pedra de crack, algumas gramas de maconha ou cocaína.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto a arma for livre, continuaremos tendo casos como esse de Inconfidentes, onde a esposa encomenda a morte do marido, onde chefes de família tornam-se agressores em potencial, injustiçados pelo sistema social e, alcoolizados pelo falso poder moral que uma arma de fogo representa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não vejo segurança alguma em manter uma arma dentro de casa. A maioria das famílias que as têm, fazem de tudo para escondes-la no canto mais inimaginável dos filhos, enrolado numa flanela, com as balas separadas. E mesmo assim pensam estar protegidos. Mas respondam: dá tempo de correr até o guarda-roupa ou armário, subir na cadeira, pegar a arma, desenrolar ela da flanela, colocar a bala e ainda atirar no bandido que invade sua casa? Com certeza não. Nessa altura do campeonato já estão mortos os filhos, a esposa e o desastre está formado. Sem contar com o fato de que o bandido pode ainda matar a família com a arma que era tida como “direito à legítima defesa”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda de Inconfidentes, só para deixar o exemplo mais próximo da realidade, um ex-proprietário de um antigo bar na Praça Tiradentes foi morto por um tiro em Crisólia, enquanto uma briga acontecia. Mais uma vítima! A violência serviu para alguma coisa? Pelo contrário, deixou dois filhos e uma esposa órfãos de um lado e uma outra família inteira sem o seu mantenedor, porque taxado de assassino, foi julgado e preso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem todos os cidadãos prezam do conforto e segurança de viver em uma cidade pequena como Ouro Fino, Borda da Mata, Inconfidentes, Bueno Brandão e arredores. Nos grandes centros, principalmente a classe média, apavorada com a falta de segurança, se protege por meio de alarmes, seguranças particulares, câmeras 24 horas, condomínios fechados e coisas do tipo. Parte desses cidadãos, mesmo com tantos meios de se manterem seguros, não sei se por receio ou por enaltecimento próprio, preferem portar uma arma de fogo. O que eu não consigo entender é o que faz um pai portar uma arma nas condições de liberdade em que vivemos. Aqui os carros ficam abertos e com a chave dentro e o ladrão aparece. É só percorrer as ruas para notar a tranqüilidade. Então eu pergunto: A arma é para se proteger do vizinho?  Ou para se dizer o todo poderoso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começo a refletir e penso que temos um privilégio natural, embora poucos percebam, pois estamos muito menos imune à violência. Mas isso não serve de conforto para muitos chefes de família.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos dizer um basta? É simples! Basta examinar a consciência e pensar que a próxima vítima por ser qualquer um de nós. Vítima de nossas próprias armas! Temos todas as armas em nossas mãos para deixarmos que manchetes como a de Claudinho, o taxista de Inconfidentes, deixem de ser estampadas em nossos jornais. Basta querer!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* &lt;em&gt;Rodrigo Alves é jornalista, graduado pela Universidade Metodista de Piracicaba e assessor de comunicação do deputado federal João Herrmann Neto. E-mail: &lt;/em&gt;&lt;a href="mailto:rasilvad@gmail.com"&gt;&lt;em&gt;rasilvad@gmail.com&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9489475-112749702677955181?l=jornalismonarede.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornalismonarede.blogspot.com/feeds/112749702677955181/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9489475&amp;postID=112749702677955181' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9489475/posts/default/112749702677955181'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9489475/posts/default/112749702677955181'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalismonarede.blogspot.com/2005/09/podemos-dar-um-basta.html' title='Podemos dar um basta!'/><author><name>Rodrigo Alves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11808376702313104497</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9489475.post-111110582004537642</id><published>2005-03-17T19:25:00.000-05:00</published><updated>2005-03-17T19:30:20.053-05:00</updated><title type='text'>Elevar precisa dobrar frota para atender a demanda do programa</title><content type='html'>&lt;em&gt;Criado em 1999, programa presta atendimento a cadeirantes; atualmente 230 pessoas são beneficiadas, mas 220 estão na fila de espera&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rodrigo Alves&lt;br /&gt;&lt;a href="mailto:rasilvad@walla.com"&gt;rasilvad@walla.com&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As secretarias municipais de Trânsito e Transporte (Semuttran), Desenvolvimento Social (Semdes), Saúde e Esportes (Selam) foram convocadas pelo vereador João Manoel dos Santos (PTB) para discutir o funcionamento do ‘Elevar’, serviço de transporte especial para deficientes físicos. Ao detectar problemas na oferta do programa, o petebista solicitou reunião na Câmara, marcada para hoje, às 15 horas. Ele quer a colaboração financeira das pastas que utilizam o programa, bancado pela população que usufrui do sistema coletivo de ônibus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em funcionamento desde 1999, pela gestão Humberto de Campos, o Elevar é destinado ao transporte de deficientes físicos com necessidade de deslocamento para a escola, trabalho, tratamento de saúde e programas de reabilitação. De acordo com dados da Semuttran, são beneficiadas, em média, 230 pessoas ao mês. Mas a fila de espera é de 220.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, João Manoel quer esclarecimentos das outras pastas. O vereador descobriu que a maioria dos usuários que utilizam o sistema são encaminhados pelas secretarias. “A criação do Elevar não foi para atender todas as secretarias, mas apenas os cadeirantes. Então, eu quero que elas ajudem a captar verbas para dividir as planilhas de custo, de responsabilidade apenas da Semuttran, mas que repassa os custos aos usuários do sistema público de transporte”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A reunião de hoje é para que os vereadores também saibam quais as perspectivas da secretaria responsável pelos serviços. “Eu não sei se é da vontade do secretário (Mario Helvio Miotto) trabalhar para eliminar as filas”, enfatizou o petebista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;João Manoel disse que aguarda uma resposta do deputado federal Nelson Marquezelli (também do PTB) sobre a possibilidade de uma emenda na União para a compra de duas vans ou micro-ônibus para o programa Elevar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;DEMANDA&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Mesmo que mais dois veículos sejam entregues ao município, o problema não será sanado por completo. É que pelas expectativas do secretário Mario Miotto, são necessárias seis vans para os 220 que estão na lista de espera desde 2003. Diante disso, os custos seriam elevados em 50%. Por mês, a Semuttran investe R$ 54 mil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, a questão chave para a pasta é suprir a demanda do Elevar sem repassar isso à população. O problema é que o secretário não vê outra saída que não seja esta. “Para bancar o projeto ou a gente conta com o aumento do número de passageiros, o que não é possível, ou não há outra alternativa”. Isso porque as tentativas de ampliar o serviço via Ministério Público não tiveram sucesso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Miotto concorda que o episódio é polêmico. Principalmente porque o projeto foi criado apenas para o transporte de cadeirantes, mas atende portadores de outras deficiências. O secretário explica que na fase de implantação, a demanda era menor que a procura e as vagas remanescentes foram expandidas para outras áreas. Mas agora, o que a Semuttran não sabe, é se esses beneficiários podem ficar sem o serviço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Das 230 pessoas transportadas, estima-se que 40% estão fora da real proposta do Elevar. “Esses usuários poderiam ter o cartão de gratuidade e usufruir do sistema coletivo de transporte comum, mas ao mesmo tempo podem alegar direito adquirido”, questiona Miotto, que aguarda sugestões para solucionar o impasse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;ADAPTAÇÃO&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;O vereador André Bandeira (PSDB) também quer esclarecimentos sobre o funcionamento do Elevar. Ele pretende analisar os dados do projeto para discutir o assunto a fundo, na busca por melhorias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bandeira, que é cadeirante, vai além do posicionamento de João Manoel e acredita que a solução seria a adaptação de todos os ônibus para os portadores desse tipo de deficiência. “Precisamos questionar a lei, porque infelizmente não temos avanços nesse sentido em Piracicaba”, diz ele, que está por dentro da discussão desde o ano passado, quando ainda não exercia mandato no Legislativo e a Semuttran era comandada por Eduardo Gianetti (PT). “Já naquela época não existia o cadastro. Não quero que isso aconteça na cidade”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A hipótese de Bandeira é tida como inviável pelo secretário da Semuttran, que enumera uma série de problemas na adaptação dos ônibus. O primeiro deles é a precariedade do sistema viário na cidade, com vários desníveis entre o asfalto e a calçada. Outro empecilho é a altura das lombadas, que chegam até em 15 centímetros. Miotto explica que os ônibus adaptados possuem a plataforma reduzida e neste caso seria difícil a operação dos veículos coletivos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora sejam esses os problemas que ‘teoricamente’ possam ter solução, o secretário acredita que nada substitui o tratamento que o portador de necessidades especiais recebe do Elevar. É que o atendimento é feito porta a porta e no sistema normal isso não é possível. “Também é preciso levar em consideração que os carros do Elevar correm menos, respeitando as limitações da pessoa”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;CONSELHO&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;A continuidade do programa Elevar preocupa ainda o Conselho Municipal de Proteção, Direito e Desenvolvimento da Pessoa com Deficiência (Comdef). No início de março, os integrantes da entidade analisaram a situação do programa junto com a Semuttran.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na reunião, foi reafirmada a necessidade de atualização de cadastro dos beneficiados e reavaliação dos critérios de seleção. Os representantes do conselho defendem o aumento do número de veículos, respeitando as limitações orçamentárias do município. “Seria interessante se fosse disponibilizado uma espécie de ‘van coringa’, para suprir eventuais problemas”, diz a presidente do Comdef, Zuleika Luiza Monção Zanuzzio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim como o Legislativo, o Conselho quer diminuir a fila de espera e criar punições em caso de atraso dos beneficiados. “Cabe um projeto de conscientização, tanto ao motorista quanto ao portador de deficiência”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Elevar não&lt;br /&gt;abre cadastro&lt;br /&gt;desde 2003&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1999, quando criado, o Elevar possuía duas vans para os cadeirantes. O crescimento veio aos poucos, com aumento na frota para mais dois veículos em 2000 e 2001. O último investimento foi em 2003, com a chegada de um micro-ônibus. Desde então, o cadastro de novos usuários está suspenso. Cada van tem capacidade para duas cadeiras de roda e quatro bancos para acompanhantes. Já os micro-ônibus transportam cinco pacientes com cadeiras de rodas e outras oito pessoas. São mais de quatro mil viagens ao mês. Abaixo, a porcentagem correspondente às áreas de atendimento e por idade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Áreas atendidas:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Região Norte: 24,47%&lt;br /&gt;Região Leste: 24,46%&lt;br /&gt;Região Sul: 19,68%&lt;br /&gt;Região Oeste: 15.43%&lt;br /&gt;Centro: 15,96%&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Atendimento por idade&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;O a 5 anos:  2,13%&lt;br /&gt;5 a 10 anos: 5.85%&lt;br /&gt;10 a 15 anos: 9,57%&lt;br /&gt;15 a 25 anos:11,70%&lt;br /&gt;25 a 40 anos: 23,40%&lt;br /&gt;40 a 50 anos: 18,09%&lt;br /&gt;mais de 50 anos: 29,6%&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fonte: &lt;/strong&gt;Semuttran&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Publicada em 18 de março de 2005&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9489475-111110582004537642?l=jornalismonarede.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornalismonarede.blogspot.com/feeds/111110582004537642/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9489475&amp;postID=111110582004537642' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9489475/posts/default/111110582004537642'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9489475/posts/default/111110582004537642'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalismonarede.blogspot.com/2005/03/elevar-precisa-dobrar-frota-para.html' title='Elevar precisa dobrar frota para atender a demanda do programa'/><author><name>Rodrigo Alves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11808376702313104497</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9489475.post-111109912868286638</id><published>2005-03-17T17:34:00.000-05:00</published><updated>2005-03-17T17:38:48.686-05:00</updated><title type='text'>“Contra tristeza, mau humor e aura baixa, Carlão Energia!”</title><content type='html'>&lt;em&gt;Ele se diz capaz de levantar os ânimos de qualquer pessoa; para isso energiza a cidade todos os dias, caminhando pelas ruas&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rodrigo Alves&lt;br /&gt;&lt;a href="mailto:rasilvad@walla.com"&gt;rasilvad@walla.com&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Piracicaba tem o privilégio de ser a casa de um cidadão de QI elevado”. Essa é a retórica de Carlão Energia, 55, que atribui toda a riqueza da cidade, potencial produtivo e energia da população à ‘própria aura’.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Graças à energização realizada por Carlão, diariamente, como conta, a Noiva da Colina recebe o ‘título de área mais positiva do planeta’. E ele garante: quem percorrer as ruas da cidade poderá ‘comprovar’ o fato. É possível vê-lo caminhando pelos mais distantes pontos geográficos do município. Do Mercado Municipal para Estação da Paulista, passando pelo Bairro Alto, entre muitos outros locais. Para dar conta do recado, um esforço tremendo. Acorda as cinco da manhã e já começa a caminhada diária, parando apenas às oito horas da noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda assim, quando vai dormir, a aura de Carlão Energia continua trabalhando. Constantes são as declarações de vizinhos – de acordo com o próprio Carlão –, que o encontram levitando enquanto repousava. “Conforme a Terra gira, Piracicaba ganha armazenamento de energias naturais, por isso, eu não posso ficar parado”, explica Carlão, sobre a capacidade que tem de trabalhar até durante a madrugada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre seu passado, ele gosta de falar poucas coisas. Diz que trabalhava como marceneiro, numa firma do falecido pai. Nessa época tomava uns 15, 20 medicamentos ao dia, mas, depois descobriu que tinha que admitir e reconhecer seus poderes à si mesmo. Carlão lembra que tanta aura disponível lhe causou epilepsia, mas que foi só parar de tomar os medicamentos que tudo se resolveu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como ele descobriu esse poder? Essa é uma pergunta difícil de tirar de Carlão. Mas consultando o ‘arquivo’ de sua memória, ele disse que foi por meio de uma fotografia, há quase 15 anos. “Foi o Henrique Spavieri que mostrou a minha aura. Eu fui lá no estúdio dele tirar uma foto e vi que na minha testa tinha muitas energias e que eu precisava passar isso para o povo daqui”, informa, ao fazer uma alusão de que seus poderes radiativos vêm da mente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ponto de descarrego de todo esse excesso de energia é entre a rua Ipiranga a avenida Independência. Ali, às cinco horas da tarde, ele sobe e desce ruas, passa por escadas e casas. Acontece, então, o ápice energético para toda Piracicaba.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora possua um filho, ele explica que o motivo de não ter se casado é por causa do excesso de energia. “Nenhuma mulher me agüenta. A primeira que eu peguei, fiquei mais de 15 horas com ela, quase a matei de tanta aura”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A figura lendária de Carlão Energia está praticamente em todas as ruas da cidade. Não só ele como pessoa, mas várias folhas de xerox, com sua foto e os dizeres “Carlão Energia, o primeiro mestre das forças energéticas mundiais”. Basta dar uma olhada em muros, lixos e paredes e ver os vários cartazes que ele confecciona e espalha em grande número. A explicação para os cartazes Carlão não tem, mas diz que a população aceita numa boa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma de suas especialidades é a música. “Toco violão como ninguém”, além, é claro, de se reconhecer como um ‘pé de valsa’. Mas Carlão também possui vocação para bailarino de tangos, boleros e até seresta. Para isso, dispõe de ternos brancos, trajes de gala, fraques pretos, listrados e um arsenal de roupas adequadas. Tudo ganhado. “Essa coisa de dança e música já tem 25 anos, já faz muito tempo, desde que eu era doente”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma de suas esperanças era poder um dia demonstrar tantos poderes no programa do Ratinho, mas “a produção não deu retorno”. Como isso não é possível, Carlão deixa claro, “mas muito bem claro”, que procura os meios de comunicação na cidade não para se promover, mas porque sua visita vai trazer muita riqueza, prosperidade e, é claro, aumentar a “aura” dos funcionários. “Põe lá a minha foto na primeira capa que o jornal vai vender que nem água”, diz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Publicado em 18 de março de 2005&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9489475-111109912868286638?l=jornalismonarede.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornalismonarede.blogspot.com/feeds/111109912868286638/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9489475&amp;postID=111109912868286638' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9489475/posts/default/111109912868286638'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9489475/posts/default/111109912868286638'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalismonarede.blogspot.com/2005/03/contra-tristeza-mau-humor-e-aura-baixa.html' title='“Contra tristeza, mau humor e aura baixa, Carlão Energia!”'/><author><name>Rodrigo Alves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11808376702313104497</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9489475.post-111109880421164256</id><published>2005-03-17T17:31:00.000-05:00</published><updated>2005-03-17T17:33:24.216-05:00</updated><title type='text'>Repressão, modernismo e saga</title><content type='html'>&lt;em&gt;Capaz de conciliar exposições e literatura, o jornalista Audálio Dantas mergulha em três universos distintos: Herzog, Mário de Andrade e Graciliano Ramos&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Rodrigo Alves&lt;br /&gt;&lt;a href="mailto:rasilvad@walla.com"&gt;rasilvad@walla.com&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O andar calmo e sereno do jornalista Audálio Dantas esconde parte da democratização da imprensa brasileira que ajudou a construir, em 1975, época em que esteve frente ao Sindicato dos Jornalistas de São Paulo, na luta contra a hegemonia da ditadura militar. Curador da exposição “Na Terra de Macunaíma”, aberta no Sesc na quarta-feira, ele é um profissional que se mostra capaz de articular as mais diversas funções. Em abril, lança uma obra sobre a vida do menino Graciliano Ramos. Já neste mês, dá início à pesquisa para um livro sobre o colega Vladimir Herzog, assassinado em tempos de repressão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para descrever o Audálio Dantas de hoje, os projetos profissionais e a dedicação ao universo cultural, é preciso antes voltar ao contexto de 1975, época em que ele - e o sindicato - denunciou os abusos que causaram a morte do jornalista Herzog, o Vlado, que em 26 de outubro daquele ano foi convocado ao prédio do Doi-Codi (Destacamento de Operações de Informações - Centro de Operações de Defesa Interna), para prestar esclarecimentos sobre sua atividade política, mas que dali saiu sem vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diante da tragédia, o desafio de abrir fronteiras na luta pelo fim de um regime imposto aos cidadãos desde o Golpe de 64. O Brasil começava, então, a se rebelar. Mas isso porque a principal bandeira do sindicato era dar um basta às práticas de censura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Audálio acredita que o acontecimento com Vlado já foi esmiuçado por três ou quatro autores, principalmente por Fernando Jordão, em “Dossiê Herog - prisão, tortura e morte no Brasil”, lançado em 1979. Mas agora, diante dos 30 anos de morte do colega, enxerga a necessidade de relato da visão dele e a do sindicato sobre esse caso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O papel da entidade foi o de mobilizar civis e religiosos para mostrar que era a gota d’água. Teve início então um ato histórico sob articulação também do Cardeal-Arcebispo de São Paulo, dom Paulo Evaristo Arns, o rabino Henry Sobel, entre outros líderes. Era um culto ecumênico, capaz de unir oito mil pessoas que, apesar das diferenças, compareceram à Praça da Sé para a primeira manifestação massiva desde a instauração do Ato Institucional nº 5.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro passo desse marco histórico começa a ganhar força em breve, no máximo 15 dias, por meio de uma entrevista que Audálio pretende fazer com dom Evaristo. Será necessária ainda uma vasta pesquisa em documentos e jornais de época, além de abordagens com jornalistas que tiveram participação no caso. O trabalho tem colaboração do amigo Jorge Sá de Miranda, que acompanhou de perto os acontecimentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora não exista uma editora definida para a publicação, a intenção é lança-la ainda este ano, para não sair do contexto dos 30 anos da morte de Vlado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Projetos paralelos&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;O mesmo profissional que se mostra capaz de lembrar um acontecimento trágico para o País é aquele que percorreu os principais veículos de comunicação nacionais. É também o Audálio do passado, ex-deputado estadual e federal, conhecido pela atuação como presidente da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) e ainda por chefiar a empresa Audálio Dantas Comunicação, inicialmente chamada de Allcom.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por meio dos projetos da empresa, montou a exposição “O Chão de Graciliano”, que rememora a vida e obra do escritor e jornalista alagoano Graciliano Ramos. A inauguração foi em 2003, no Sesc Pompéia, mas a mostra já percorreu outras cinco cidades, com público de mais de 400 mil pessoas. A proposta itinerante da mostra tem continuidade neste ano, com agenda para o circuito cultural de São Paulo, Belém e Rio de Janeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A exposição inspirou Audálio a integrar a coleção infanto-juvenil de livros “A Infância de...”, do Instituto Callis, com lançamento da obra “A Infância de Graciliano” (56 páginas, R$ 18,00), marcada para abril, no Sesc Pompéia. Nascido no interior de Alagoas, assim como Graciliano, Audálio explora um outro ponto de vista para o autor de “Vidas Secas”. Ao invés do homem letrado, faz um mergulho ao passado da criança reprimida e ao mesmo tempo imaginativa, inconformada com a opressão e a injustiça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Piracicaba, no Sesc, os reflexos do modo ‘audaliano’ de expor a cultura do país estão refletidos na exposição “Na terra de Macunaíma”, aberta na quarta-feira. Em parceria com Fernando Granato, são apresentados documentos sobre o nascimento de Macunaíma. Até 30 de abril, o universo do marco do Modernismo no Brasil está presente na mostra que descreve o processo de recolhimento de Mário de Andrade à Araraquara, onde esteve na chácara do primo Pio Lourenço Corrêa, para escrever uma das obras mais importantes da era moderna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As exposições organizadas por Audálio fogem da proposta acadêmica, pois possui uma estrutura didática, com a intenção de atingir um público cada vez mais heterogêneo. Para isso, detalhes compõem o cenário de algo que teoricamente seria apenas informativo. A preocupação atinge o visual, com concepção cenográfica, para que assim, “as pessoas compareçam ao local porque acham bonito e acabem se informando”. Nas aberturas, como atrativo, Audálio seleciona artistas para recitar poesias e cumprir a diferenciada proposta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Publicada em 18 de março de 2005&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9489475-111109880421164256?l=jornalismonarede.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornalismonarede.blogspot.com/feeds/111109880421164256/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9489475&amp;postID=111109880421164256' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9489475/posts/default/111109880421164256'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9489475/posts/default/111109880421164256'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalismonarede.blogspot.com/2005/03/represso-modernismo-e-saga_17.html' title='Repressão, modernismo e saga'/><author><name>Rodrigo Alves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11808376702313104497</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9489475.post-111107927668562627</id><published>2005-03-17T12:05:00.000-05:00</published><updated>2005-03-17T12:07:56.690-05:00</updated><title type='text'>Há 15 anos, Collor confiscava as poupanças</title><content type='html'>&lt;em&gt;Milhões de brasileiros tiveram as economias bloqueadas; Marcelo Basso e Wilhe Gerdes estavam na lista&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rodrigo Alves&lt;br /&gt;&lt;a href="mailto:rasilvad@walla.com"&gt;rasilvad@walla.com&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O País lembra hoje 15 anos de uma das medidas econômicas mais polêmicas que já teve, o bloqueio do dinheiro depositado nos bancos de todas as pessoas físicas e jurídicas. Era o Plano que levava o nome do seu idealizador, o presidente Fernando Collor de Mello, o primeiro no poder por eleições diretas para presidente da República, desde 1960. Em Piracicaba, microempresários sentiram as dores daquele momento econômico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao invés de promover uma estabilização da moeda brasileira, o Plano Collor fez, na verdade, uma mudança na moeda, trocando o Cruzado Novo pelo Cruzeiro. Os depósitos bancários, inclusive de contas correntes e poupança, foram bloqueados por 18 meses e os preços e salários foram congelados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na época o jornalista Marcelo Basso, 34, era um micro-empresário. Tinha uma loja de ferramentas na Vila Rezende, um negócio da família que tinha assumido há um ano. “Com o plano o comércio não vendia nada, fiquei à mingua”, diz ele, que perdeu cerca de R$ 15 mil na poupança, caso fosse transferir para os valores na moeda atual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Valdemir Pires, economista da Unimep, acredita que o momento político pedia uma tentativa para conter a inflação, mas que outras formas poderiam ser adotadas. Não foi o que preferiu o “caçador de marajás”, forma como era conhecido o presidente Collor. “O Cruzado tinha acúmulo e a inflação era um grande inimigo, tudo era justificável para rebelá-la”, contextualiza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando a medida econômica foi anunciada, o publicitário Wilhe Gerdes tinha 34 anos e muitos planos, principalmente ligados ao recente casamento e gravidez da esposa. “Era o começo de uma nova etapa na minha vida. Tinha um dinheirinho guardado para algumas reservas, mas veio o confisco. Deu uma travada geral”, lembra ele, que precisava das finanças para complementar as despesas. Para o ano de 1990, Gerdes até criou uma expressão: “Eu diria que foi um momento ruim, de mudanças bruscas”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na opinião de Pires, Piracicaba, assim como a região, teve a economia abalada em função dos modos de vida da população, sendo a maioria classe média. “Quase todos viviam de rendas”, contextualiza ele, lembrando a saída daqueles que ainda queriam fazer algum tipo de aplicação. Os piracicabanos, assim como muitos brasileiros, não tendo outra forma de investimento, passaram a adquirir imóveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava instalado o que os economistas hoje definem como a descrença num sistema financeiro, uma espécie de síndrome da insegurança. “O susto foi muito grande porque o confisco foi indiscriminado. A caderneta de poupança era uma coisa intocável para o brasileiro até aquele momento”, explica o economista da Unimep. “Quem tinha um pouco de dinheiro, por menos que fosse, virou rei”, lembra Gerdes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O prefeito Barjas Negri, na época, professor de Economia da Unicamp, lembra que o Plano Collor foi mais de uma seqüência de tentativas para a barrar a inflação do País, que, na época, girava nos ‘dois dígitos’ mensais. “Foi uma decisão autoritária”, diz o economista. Mais o fracasso do Plano serviu, como outros modelos, para compor o Plano Real, idealizado pelo então ministro da Fazenda, Fernando Henrique Cardoso. “Alguns erros do passado, foram evitados”, disse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo destacando que foi uma decisão ‘complicada’, o economista-prefeito Barjas Negri não condena a ação da ex-ministra Zélia Cardoso. “É difícil falar se ela estava certa ou errada. O fato é que deveriam ter motivos internos que, talvez na época, foi a melhor opção”, definiu Barjas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;publicada em 16 de março de 2005.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9489475-111107927668562627?l=jornalismonarede.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornalismonarede.blogspot.com/feeds/111107927668562627/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9489475&amp;postID=111107927668562627' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9489475/posts/default/111107927668562627'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9489475/posts/default/111107927668562627'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalismonarede.blogspot.com/2005/03/h-15-anos-collor-confiscava-as.html' title='Há 15 anos, Collor confiscava as poupanças'/><author><name>Rodrigo Alves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11808376702313104497</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9489475.post-111039743705960440</id><published>2005-03-09T14:40:00.000-05:00</published><updated>2005-03-09T14:43:57.070-05:00</updated><title type='text'>"Na Paixão de Cristo, escrevi meu nome com letras de ouro"</title><content type='html'>&lt;em&gt;A declaração é de João Prata, 15 dias depois de perder o cargo de diretor do segundo maior espetáculo a céu aberto no país&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rodrigo Alves&lt;br /&gt;&lt;a href="mailto:rasilvad@walla.com"&gt;rasilvad@walla.com&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem levar em conta a astrologia ou o misticismo, o ano de 2005 tinha tudo para coroar a carreira artística do diretor, ator e cenógrafo João Prata, 57, junto ao espetáculo A Paixão de Cristo. Não era profecia, mas fato. Este ano Prata comemora 35 anos de carreira, 13 dos quais comandou o maior elenco de teatro a céu aberto. Nem bem o time dos tucanos pegou o elevador rumo ao 11º andar e o corte de gastos ameaçou o trabalho de direção do espetáculo. Logo na primeira semana de janeiro, Prata, que recebia R$ 20 mil pelo trabalho, foi convocado para uma reunião com a secretária de Ação Cultural, Rosângela Camolese. A notícia era de pesares. Não havia mais verba para o cargo de diretor, ao menos que o grupo Guarantã se oferecesse para o feito. Sem respostas, Prata não exitou muito. Pegou as malas e foi viver o início do ano comemorativo da carreira no litoral. Não, ele não acompanhou o boom explosivo do elenco, nem a repercussão na imprensa. De volta à Piracicaba, terra que faz questão de dizer que adotou e que por ela foi adotado, deve reservar seu tempo para planos ligados à área, afinal de contas, é dela que sobrevive. Se é por falta de propostas, inclusive, motivos não faltará. Até Rô Camolese se sensibilizou com a causa e disse estar disposta a trabalhar com uma montagem do gênero, mas com a proposta natalina. E mesmo sem verbas públicas, se mostrou disposta a procurar a iniciativa privada para arrecadar fundos. Assim que chegou, teve uma surpresa. Ao ouvir sua secretária eletrônica, encontrou uma mensagem de um verdadeiro time de apóstolos em seu favor. Diz estar tranqüilo. Sem nenhum tom de preocupação, Prata, que foi o responsável pela projeção do espetáculo como o segundo maior do gênero no país, concedeu uma entrevista à reportagem de A Tribuna. Com a palavra, o ex-mestre da Paixão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Como você reagiu após receber a notícia de que não iria mais atuar como diretor da Paixão?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Me afastei um pouco, fui para a praia, fazia tempo que eu não viajava. Eu procurei me afastar porque sou um profissional da área. O que eu tinha de fazer eu fiz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Na tarde de anteontem, a secretária Rô Camolese se mostrou disposta, mesmo sem verbas públicas, a montar um espetáculo semelhante ao da Paixão de Cristo, mas com a temática natalina. Você pretende abraçar essa idéia?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Na verdade, eu conversei com ela uma vez, desde sua posse. Em principio, a conversa foi por causa da historia da Paixão. Ela até colocou essa questão sobre uma peça futura. No momento nem pensei, cheguei ontem (anteontem) de viagem. Além de falar que não havia dinheiro na secretaria, o que eu ouvi da parte dela foi que o Guarantã não me queria na direção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Então quer dizer que o Guarantã não lhe fez nenhum comunicado direto?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Na verdade a diretoria do Guarantã não conversou comigo até hoje. A Rô (Camolese) falou que a Prefeitura não tinha condições de me contratar e quem teria que fazer isso era o Guarantã. Ao mesmo tempo ela disse que o Guarantã não estava interessado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Não foi uma falta de respeito?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Foi uma falta de consideração, uma falta de ética por parte deles. Eles têm o direito de contratar quem eles querem, mas faltou uma postura de satisfação, era uma coisa tão simples, tão tranqüila. Não vou ficar fazendo julgamentos, cada um é cada um e age da maneira que acha melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Muitos acreditavam que o seu salário era alto, principalmente pelo fato do espetáculo ter, no elenco, apenas voluntários. O que você tem a dizer em defesa disso?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Eram R$ 20 mil, com 27,5% de desconto recolhido na fonte, mais uma taxa do município. O que sobrava eu recebia parcelado, dando um salário de R$ 3 mil e pouco por mês. Não sei se é um salário tão grande assim, até porque eu assinava um espetáculo que tem o título de ser o segundo maior do país. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Você aceitaria trabalhar voluntariamente, caso a diretoria do Guarantã tivesse feito uma proposta nesse sentido?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Talvez sim. O Guarantã podia até chegar e pedir um salário menor, ou pedir para abrir mão do cachê. Eu podia até pensar. Mas eles sequer conversaram comigo. Mas eles não fizeram isso e eu acho que não foi pelo motivo salarial que me mandaram embora. É um direito que eles têm e eu não quero nem questionar a postura deles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Como o João Prata, enquanto diretor da Paixão, tratava o elenco da peça, formado pela grande maioria de populares?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Com o elenco eu nunca tive nenhum problema. Ao contrário, todos os anos, quando de repente me perguntavam alguma coisa, eu me sentia muito lisonjeado pela confiança eles depositavam em mim. Se eu pedisse para um ator ficar plantando bananeira, ele ficava plantando bananeira. É uma coisa que me envaidece muito. Hoje vejo que me trabalho foi bom, pois assim que cheguei, li uma série de recados na minha secretária de uma série de atores que estão indignados e isso é uma coisa que enaltece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Como era o seu relacionamento com a diretoria do Guarantã?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Às vezes eu colocava uma coisa e dizia que não era o caminho. Não que eu fosse o dono de verdade. É normal dar opiniões quando se está encabeçando aquilo e quer que determinadas coisas se ajeitem. Muitas coisas eu colocava pela experiência dos 13 anos, porque a diretoria muda a cada dois anos. É igual a pai em relação ao filho, que recomenda cuidados, que tenha uma postura pé no chão. Agora eu não sei dizer o que essa diretoria acha e seu o meu modo de agir, se o meu sentimento melindra as pessoas. Eu sempre os tratei como profissionais. Às vezes o fato do profissional ter o hábito de tratar as pessoas sem melindres, de falar o que está achando, pode deixar alguns descontentes. Sempre fui muito franco, muito aberto, alguns até não entendiam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O que tem a dizer sobre a sua passagem no espetáculo?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Eu escrevi o meu nome na Paixão de Cristo, sem falsa modéstia, com letras de ouro. A Cláudia Costin elogiou muito meu trabalho. Vindo algo da parte dela, o que mais eu posso esperar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O trabalho na área continua ou já está na hora de se aposentar?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Eu sou um profissional, obviamente que eu vou continuar trabalhando. Tive contatos com alguns outros lugares, por isso nem sei dizer se vou estar fazendo uma Paixão em outro lugar. Há dois anos fui convidado por Guarulhos, mas naquele momento não me interessou, por estar sediado em Piracicaba, por estar acolhido aqui e muito bem acolhido. Eu na verdade tenho algum projeto. Estou comemorando 35 anos de profissão, me profissionalizei em 1970. Abri a Companhia João Prata Produções em 1980, ou seja, há 25 anos. Conversando com o Carlos ABC, lembrei que ele faz 30 anos de carreira profissional e que no primeiro espetáculo que fiz, ele participou da montagem. Nós até brincamos e conversamos, etc, para montarmos algo nesse sentido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O que tem a dizer sobre o desempenho de Thomas Polla como protagonista da peça?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Thomaz Polla acompanhou o espetáculo por 13 anos, mas no primeiro ano não fez papel de Cristo. No primeiro ano ele veio fazer povo, algumas pessoas até olhavam para ele e se espantavam com a semelhança e eu também. Aí coincidiu que o Tony (primeiro a interpretar Cristo) não ia poder fazer o personagem. Convidei o Polla. Ele tentou, conseguiu e foi fantástico. É professor, sabe lidar muito com a moçada. Piracicaba deu sorte até com o ator que fazia o Cristo, porque as pessoas ficam um pouquinho estrela ao ter um papel como esse. Ele sempre foi aquela pessoa simples, se dá com todo elenco, trata todos com a mesma gentileza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O que acha das críticas que Thomas recebeu por estar acima do peso?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Foi uma coisa até grotesca, para ser bem sincero. Ele tem uma propensão de engordar por um tempo. Mas todo o ano, a partir da hora que ia iniciar os trabalhos, sempre caminhava na área de lazer da Rua do Porto, fazia um regime, perdia uns quilos, sempre foi muito dedicado. O Guarantã nem falou sobre esse assunto com o Thomas, mas tudo bem, cada um é cada um. Era apenas uma questão de saber conversar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Levando em conta que a poeira já está um pouco mais baixa, como você avalia o “modelo João Prata” de dirigir a Paixão de Cristo?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Eu era contratado para dirigir a paixão com propostas diferentes. Vou citar o exemplo da Ceta (Cia. Estável de Teatro Amador). Ela é uma cia. que prepara os atores para ter um aproveitamento em outros grupos, para que levem esse conhecimento adiante aos outros integrantes, mas tem um treinamento que se estende por um ano todo, que no final, por meio de pesquisa, dá origem a uma montagem. A direção minha é por um prazo de 3, 4 meses de trabalho, só aos finais de semana. Sou contratado para fazer a direção geral do espetáculo. É a responsabilidade de levantar o espetáculo, não de ficar preparando o ator. Isso é uma coisa que alguns profissionais não entendem, uma coisa que a população de fora não conhece meu papel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Publicada em 20 de janeiro de 2005, na Tribuna Piracicabana&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9489475-111039743705960440?l=jornalismonarede.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornalismonarede.blogspot.com/feeds/111039743705960440/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9489475&amp;postID=111039743705960440' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9489475/posts/default/111039743705960440'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9489475/posts/default/111039743705960440'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalismonarede.blogspot.com/2005/03/na-paixo-de-cristo-escrevi-meu-nome.html' title='&quot;Na Paixão de Cristo, escrevi meu nome com letras de ouro&quot;'/><author><name>Rodrigo Alves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11808376702313104497</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9489475.post-111039705253095812</id><published>2005-03-09T14:34:00.000-05:00</published><updated>2005-03-09T14:37:32.546-05:00</updated><title type='text'>50 anos de vocação pelo rádio piracicabano</title><content type='html'>&lt;em&gt;O jornalista Jamil Netto começou a carreira de jornalista em 1952, há mais de 50 anos; em Piracicaba, foi um dos fundadores da Educativa FM, então FM Municipal  &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Rodrigo Alves&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;a href="mailto:rasilvad@walla.com"&gt;rasilvad@walla.com&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estar ao lado de Jamil Netto é o mesmo que ter uma aula sobre o radiojornalismo piracicabano. Com a voz da experiência de seus mais de 50 anos no rádio, o jornalista, de 72 anos, esteve à frente, entre 1987 e 1989, do Serviço de Tecnologias Educacionais, a então Piracicaba FM Municipal, hoje Rádio Educativa FM.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na gestão do ex-prefeito Adílson Maluf, atuou como diretor da emissora. Acompanhou toda a sua criação, em 1987, quando foi solicitada uma portaria ministerial e ainda a primeira transmissão oficial, em 7 de março de 1988, até a instalação no Prédio do Semae, dois meses depois. Natural de Porto Feliz e casado como uma piracicabana, Jamil deixou a Rádio Aparecida para atuar na terra natal da esposa. Começou a jornada na Rádio Cacique, em Caçapava, motivado pelo esporte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É do tipo que se emociona ao falar do rádio, principalmente dos dois anos em que esteve à frente da Educativa (de 1987 a 1989). Depois disso, aposentou a voz dessa emissora à contragosto. Diz que foi trapaceado. Mesmo distante da emissora que recebeu nova diretoria ontem, Jamil não consegue esconder sua grande paixão por uma filha que ajudou a criar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No decorrer dessa semana, ligou o rádio todos os dias na estação 105,9, atento para ver se a nova diretoria seria anunciada. Quando concedeu essa entrevista à Tribuna, o nome do amigo Miromar Rosa e da jornalista Nilma de Oliveira ainda não havia sido revelado por Barjas Negri. Por um período de uma hora e meia, enquanto falava das recordações, os olhos azuis se enchiam d´água. Eram as boas e más recordações que vinham à tona naquele momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A entrevista abaixo é um verdadeiro manual do que fazer ou não numa emissora pública que carece de um perfil e, devido às inconstantes nomeações, não encontra uma identidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para a nova diretora, mesmo sem saber quem seria nomeado, Jamil dá a dica: “o dínamo é o oxigênio que funciona dentro do rádio”. Se as longas frases da voz da sabedoria devem ser adotadas ou não, cabe aqui o registro de uma memória que, no rádio, só não celebrou missa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Existe autonomia jornalística devido ao fato da Educativa FM estar vinculada à Prefeitura, em especial à Secretaria de Educação?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Não totalmente. Até eu fiz uma critica recentemente e disse que ela está muito chapa branca. Eu acho que se a rádio é um veículo de comunicação de massa, ela deve sempre ouvir os dois lados. Qualquer jornalista de bom senso e ético tem que ouvir os dois lados. Já faz um pré-julgamento, já condena, já vai para a guilhotina, mas tem que ouvir os dois lados. E a Educativa ultimamente passou a ser chapa branca. Eu falei lá dentro, quando fui dar uma entrevista pelo aniversário da rádio. É uma pena. O ouvinte tem gosto para tudo. Ontem (quarta, 19) eu ouvi a rádio à tarde. Sábado tomou posse em Itu, um coronel aqui de Piracicaba, o Edson Del Rico. A rádio não deu uma notinha. O assunto interessa a comunidade em parte. Nem tudo interessa à comunidade na totalidade. Tudo tem limite. O rádio tem que ser informativo e ao mesmo tempo formativo. Se você não tiver opinião, não tiver um editorial, acaba perdendo a credibilidade. Tem que ter opinião formada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;É possível construir uma identidade numa emissora onde o que manda são os quatro anos de gestão política e as nomeações variam nesse período?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O problema está no cargo de direção da Rádio. Ele não foi criado para concursado. É um cargo de confiança. Até não gosto de usar essa palavra, confiança, porque dá a impressão que só se tem confiança naquele e nos demais se tem desconfiança. É o antônimo. Você tem competência, mas não tem o carimbo do partido na testa. Porque se o partido fosse bom não era partido, era inteiro. Então o que acontece, a cada quatro anos muda tudo e a Rádio passa a não ter uma filosofia, um corpo, um perfil completo. Aí sai fulano da prefeitura, gera aquela expectativa. Igual agora. Tá sem direção a Rádio. Não sei o porque. Não sei, não posso dizer, não tenho o dom de adivinhar. Isso prejudica até quem está trabalhando concursado lá dentro. O jornalista não sabe quem está dirigindo, pois quem está dirigindo está interinamente, não tem tanta liberdade para agir, não tem forças, não tem como resolver problemas. É muito difícil o carro engrenar dessa forma. Já que é para fazer uma crítica, eu vou fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Aponte uma falha que presenciou do lado de fora, como ouvinte?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;É lamentável o que aconteceu no dia primeiro de janeiro. A Rádio não transmitiu a posse, isso foi um verdadeiro absurdo do ponto de vista de estrutura. Não precisava ter jornalista de plantão. Era só ter um operador de mesa. Transição de governo, quem faz a programação da posse, é quem está lá ainda. O Machado era o responsável. A pessoa que vai deixar o comando é a que prepara tudo no dia seguinte para quem vai tomar posse. Eu não engulo nem seco e nem com água. O prefeito, enquanto estiver no cargo, é o dono da Rádio. Não é o proprietário propriamente dito, mas é o dono oficialmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Como foi a história de sua nomeação como diretor da então FM Municipal?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Eu estava na Prefeitura, como assessor de imprensa do Adílson Maluf. Fazia esporte na Difusora, só basquete. Aí quando surgiu a rádio eu fui nomeado como diretor presidente. Montei a equipe funcional. Acompanhei todas as instalações, desde a construção das torres, que possui uma estrutura fantástica. Essa só um tsunami destrói, fora isso nada derruba. Ficamos lá no Semae, depois mudaram para a Marechal Deodoro e está lá até hoje, muito bem instalado por sinal. Não vou tirar o mérito dela estar lá e de quem a instalou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Quais as dificuldades de criação da então FM Municipal?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Eu assumi a Rádio na gestão Adilson Maluf, como um dos co-fundadores. Sofri repressão das emissoras locais. Mas eu dizia que não ia fazer concorrência comercial e sim na programação. Eu dizia que queria fazer uma programação diversificada, tanto que criei alguns sonoros que até hoje existem. Há o programa Cardápio, que mudou de nome, mas que valoriza as músicas de orquestra, etc e tal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Quando e porque o senhor saiu da Educativa FM?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Eu saí da rádio em 1989, naquela época a posse era em fevereiro. Eu não abri a boca em espécie alguma. Eu fui injustiçado pelo governo do PT, na primeira gestão de José Machado, por um funcionário que era comissionado (Xilmar Ulisses) e que chegou no fim do governo do Adílson Maluf.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Como foi essa história?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;É como a história da serpente e do vaga-lume. Eu fui exonerado sem justa causa. Eu fui perseguido politicamente sem motivos, mas isso não iria acontecer se eu não tivesse capacidade. Esse cidadão (ele continua se referindo a Xilmar Ulisses) me mandou duas cartas anônimas pesadíssimas que nem meus filhos viram até hoje. Eu tenho certeza de quem é, porque no final estava escrito “PT – FM Municipal”. Na carta estava escrito que eu jamais voltaria à radio. Eu xeroquei as duas cartas e mandei para ele. Nunca mais eu recebi uma carta anônima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Como foi a sua reação a uma atitude como essa?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Nesse período todo de turbulência eu acumulei problemas emocionais e de saúde. Tudo pela atitude que tomaram, porque eu poderia ser ouvido. Não é certo chegar assim abruptamente, exonerar a pessoa, sem mais nem menos. Isso machuca a sensibilidade do ser humano. Eu jamais na minha vida, em todos os lugares que passei, na Difusora, na Rádio Aparecida potência nacional, Alvorada, Educadora, departamento de esportes e jornalismo, eu nunca prejudiquei um funcionário. Era o primeiro a defender um funcionário. Eu punha a cara para bater, era o pára-choque. E esse problema da Educativa foi por ciúmes. Mas fazer o que, né. Eu sofri muito e sofro até hoje. A minha grande paixão é o rádio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;De 1989 até os dias de hoje, nunca mais voltou para a Educativa?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Depois o Thame assumiu, o Machado assumiu. Aí voltou o Umberto. Veio o PT de novo. Água e óleo não se misturam. Agora chegou o Barjas e nada feito. Eu não sei dizer o porque eu ainda sou um bom vivant, mas é sem querer, né. Eu ainda tenho muito, até quando Deus me permitir, para fazer pelo jornalismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A forma como saiu de uma emissora pública como a Educativa não gerou comentários e repercussões?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Um certo dia encontrei com no Banespa um funcionário da Educativa e ele falou: “você devia estar lá”. Mas eu falei que não fui convidado. Aí essa pessoa disse que eu era muito polêmico. Respondi que era polêmico, mas não significava que não tivesse capacidade. Eu não sou rapa-pés. Eu sou o que sou, o que posso fazer? Quem quiser aceitar que aceite. Não sou melhor do que ninguém, nem pior. Mas eu dei a vida pela rádio, sofri pela rádio. A maioria dos funcionários de lá me quer bem. É só chegar lá e perguntar para quem está lá. Chega lá e o pessoal vai falar que eu era turrão, que eu era exigente, mas era coração mole.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Mas o jornalismo continuou no sangue?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Nesse período que eu sai, eu passei a transmitir só basquete na Alvorada. Depois eu fiz jornalismo e esportes na Educadora até 1996. Depois das eleições nesse ano eu parei. Eu fiquei dois anos parado por problemas psicológicos e saúde. Dois anos depois fui chefe de cerimonial da Prefeitura de São Pedro, que é uma coisa que eu gosto de fazer. Agora estou aposentado e não aposentado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O senhor assumiu uma rádio sem formato nenhum. Como foi construir uma programação para a FM Municipal? Havia a preocupação em atingir um público em específico?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A Educativa atingia até a classe C, inclusive. Tinha um sertanejo das 6 às 8 horas da manhã. É um modelo de quase todas as emissoras do Brasil. É o ritmo mais executado no país. A FM Municipal tinha o sertanejo e era bem diversificada. Isso foi pensado, por motivos óbvios, porque há gosto para tudo: musica nacional, internacional, erudita ou clássica, forro, o breganejo. Há ouvinte para isso, tem que investir. O rádio tem que ser abrangente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Do tempo em que viveu no rádio, pela experiência que acumulou, acredita que no Brasil existe uma fórmula para o rádio?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O rádio só se faz é por vocação. Você pode dizer que faz por imediatismo, lazer, porque gosta. Lazer é em clube social. Eu sempre tive vocação. Outro dia recebi uma visita de um ex-radialista. Ele disse: “Jamil, eu admiro você com essa idade e tanta disposição, tanto fôlego, tanto oxigênio”. Eu falei: “meu caro, tem que ter, ou então não funciona”. Para mim não há jornalismo sem vocação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;No rádio, qual a diferença no modo de fazer jornalismo da sua época e o de hoje?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Na época em que eu era o responsável pela Educativa, era mais aberto e mais diversificado. Havia uma abrangência maior. Hoje a coisa está muito limitada. Tudo tem um limite na vida, ninguém tem carta branca. Quem disser que o prefeito deu carta branca é conversa mole para boi dormir. O jornalismo ficou bitolado. Bitolado, esse é o termo mais exato. É claro que há muitas noticias nacionais e internacionais que interessam a nós, nem todos lêem jornais e como o rádio é um veículo de massa, o analfabeto ouve e entende. Ele ouviu o rádio e acabou. Por isso é preciso fazer um jornal abrangente, mas com o foco na cidade. E uma cidade do tamanho de Piracicaba tem muita coisa, tem muita informação. Tem que procurar a notícia, não é só plantar ela. Se vai atrás consegue. Todos os governos que passam deixam problemas. A Rádio tem que mudar seu estilo de jornalismo, sua característica. É claro que o prefeito não vai gostar, o secretário não vai gostar, mas é construtivo, tem que ouvir os dois lados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Publicada em 20 de janeiro de 2005, na Tribuna Piracicabana&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9489475-111039705253095812?l=jornalismonarede.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornalismonarede.blogspot.com/feeds/111039705253095812/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9489475&amp;postID=111039705253095812' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9489475/posts/default/111039705253095812'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9489475/posts/default/111039705253095812'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalismonarede.blogspot.com/2005/03/50-anos-de-vocao-pelo-rdio.html' title='50 anos de vocação pelo rádio piracicabano'/><author><name>Rodrigo Alves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11808376702313104497</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9489475.post-111038241243189179</id><published>2005-03-09T10:31:00.000-05:00</published><updated>2005-03-09T10:33:32.440-05:00</updated><title type='text'>Entidades sindicais querem retomar Fórum Permanente da Educação</title><content type='html'>&lt;em&gt;Formato do encontro está em discussão por entidades sindicais da área, que articula participação popular e do movimento estudantil&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Rodrigo Alves&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;rasilvad@walla.com&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seis entidades sindicais ligadas ao ensino no município (Adusp, Adunimep, Simpro, Sinteps, Apeoesp e Apase) deram início à discussão sobre os problemas comuns do ensino público e privado, no que diz respeito à formação dos trabalhadores da área e a qualidade do ensino. O objetivo é resgatar o Fórum Permanente de Educação em Piracicaba, que teve o auge em 1994.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A preocupação das lideranças atinge desde o ensino infantil ao superior. A tentativa das entidades é reagrupar os sindicatos dos trabalhadores da educação, propondo, a partir daí, ações positivas tanto para o sistema público quanto para o privado. A expectativa é que a sociedade civil também esteja engajada nos movimentos junto aos docentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No fórum, os educadores pretendem aprofundar a discussão sobre os problemas relacionados à formação (inicial e continuada) dos trabalhadores que atuam na educação, questões de natureza trabalhista e previdenciária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O embrião do formato do novo fórum começou a ganhar corpo no início do mês, a partir de um encontro entre a Associação dos Docentes da Unimep (Adunimep) e Associação dos Docentes da Usp (Adusp). Após este encontro, foi convocada uma reunião com outros órgãos ligados à reivindicação educacional, sexta-feira, na sede do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A idéia será amadurecida numa próxima reunião, no dia 11, às 15 horas, em local ainda a ser definido. As entidades procuram articular a participação do Centro Professorado Paulista (CPP), Associação dos Pais e Mestres (APM) e Movimento Estudantil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na definição da Adunimep, presidida pelo docente Marco Aurélio de Castro Ribeiro, o fórum vem buscar alternativas aos problemas tanto do Ensino Fundamental, Médio e Superior quanto das instituições públicas e privadas. “Cada um luta por uma causa específica, mas muitos dos pontos são comuns, por isso, pensamos numa forma onde uma possa ajudar a outra”, acredita Ribeiro. Para ele, a união das entidades na reivindicação de melhorias não deve ser feita de forma isolada, mas precisa de um trabalho mais articulado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A secretária de finanças da Apeoesp, Maria Isabel Azevedo Noronha, acredita que o fórum vem para reafirmar um movimento iniciado em 1994, que era para ser permanente, mas que por algum motivo deixou de existir. “Agora pretendemos colocar no centro dos debates a educação na cidade e também na região, numa amplitude estadual e até nacional”, diz ela, lembrando que o desafio é passar por estas instâncias sem tirar a identidade das entidades participantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1994, um estatuto foi elaborado e deu legitimidade ao fórum no município. Na época, foi criada a Emenda Institucional nº 14, de autoria de Barjas Negri, que instituiu o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef). A luta era pelo processo da reestruturação da rede física da educação, com manifestos contra a forma estabelecida para a municipalização das escolas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Papel do Ensino Médio&lt;br /&gt;começa a ser discutido&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Mesmo com vitórias em 2005, Apeoesp pretende criar ações para a cobrança dos direitos dos funcionários da educação&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os professores do Estado de São Paulo entram o ano letivo de 2005 com debates sobre a função do Ensino Médio para o aluno. O dilema é saber se o estudante freqüenta o curso apenas para conquistar o diploma, driblando assim uma exigência do mercado de trabalho ou se possui intenções de seguir para níveis técnico ou superior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O assunto entrou em pauta no Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), devido à readequação estabelecida para este ano da grade curricular do Ensino Médio. Serão seis aulas para o ensino diurno e cinco para o noturno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maria Isabel Azevedo Noronha, a Bebel, secretária de finanças da Apeoesp, esclarece que em 1997 foram banidas algumas disciplinas do currículo do Ensino Médio, provocando o desemprego de 21 milhões de professores. “Com o retorno dessas disciplinas, o problema do desemprego, em tese, fica resolvido. Resta agora saber como será o trabalho desses profissionais”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;COBRANÇAS&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Bebel explica que em 2005 está previsto um concurso para os professores de 1ª a 4ª séries do Ensino Fundamental, uma “vitória grande”, uma vez que o último concurso aconteceu em 1990. Também faz parte da lista de conquistas o concurso para Educação Física e Filosofia, que deve acontecer ainda no primeiro semestre desse ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A entidade sindical elabora também ações para a cobrança dos direitos dos professores admitidos em caráter temporário. Neste caso, todos os integrantes da categoria - aposentados ou em atividade - podem acionar a justiça do Trabalho para questionar a forma de contratação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A regulamentação da evolução funcional pela via não acadêmica é outra conquista sindical. Um decreto a respeito do assunto foi publicado em 23 de fevereiro, pelo governador do Estado, Geraldo Alckmin. Com a evolução funcional, a Apeoesp defende a tese de que existem outras formas além do mestrado e doutorado para o aperfeiçoamento do professor, seja por meio de cursos, seminários, pós-graduação latus sensu, publicação de artigos em jornais, entre outras formas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Publicada em 9 de março de 2005, na Tribuna Piracicabana&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9489475-111038241243189179?l=jornalismonarede.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornalismonarede.blogspot.com/feeds/111038241243189179/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9489475&amp;postID=111038241243189179' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9489475/posts/default/111038241243189179'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9489475/posts/default/111038241243189179'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalismonarede.blogspot.com/2005/03/entidades-sindicais-querem-retomar.html' title='Entidades sindicais querem retomar Fórum Permanente da Educação'/><author><name>Rodrigo Alves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11808376702313104497</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9489475.post-111020129516125083</id><published>2005-03-07T08:13:00.000-05:00</published><updated>2005-03-07T08:14:55.163-05:00</updated><title type='text'>“Abaixo à mudança do Humberto Mauro”</title><content type='html'>Estudante de jornalismo coleta assinaturas contra a alteração do cineclube do campus Taquaral,  que desde 1998 estava no bloco 2&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rodrigo Alves&lt;br /&gt;&lt;a href="mailto:rasilvad@walla.com"&gt;rasilvad@walla.com&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ano letivo na Universidade Metodista de Piracicaba (Unimep) começou tenso. É que os alunos dos três períodos do Campus Taquaral ficaram sem uma das alternativas de lazer mais freqüentadas da instituição: o Cine Humberto Mauro. A notícia, logo no início de fevereiro, era de que o Auditório Grená, no Bloco 2, não abrigaria mais as sessões de cinema, mas a Gráfica da universidade. Enquanto isso, os filmes seriam exibidos no centro da cidade. O fato deixou a maioria dos universitários descontente. Agora, diante da pressão dos alunos, a reitoria estuda um outro local para o cinema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O principal argumento dos alunos se deve à distância das salas de aula da Gráfica. Além disso, no período da noite, o acesso é inviável, uma vez que falta iluminação. Uma outra questão seria a chegada ao local em dias chuvosos, levando em conta que não há uma passarela ou cobertura. Como as sessões começam às 19h30, para quem estuda na universidade e vem de outra cidade, a impossibilidade de assistir aos filmes é ainda maior, devido à distância do estacionamento e Gráfica, além de horário de chegada e saída dos ônibus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Thiago Altafini, responsável pela programação do Cine Humberto, disse que ainda não tem conhecimento da data em que a programação voltará ao Taquaral, mas que aguarda decisão da reitoria. Ele está ciente das reivindicações dos universitários. Também é da opinião que a Gráfica é distante, mas que se bem readequada, tem tudo para abrigar um bom cinema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O vice-reitor administrativo da instituição, Arsênio Novaes Netto, também sabe que a Gráfica está posicionada num local inviável para a maioria dos alunos. Ele pretende estudar um novo espaço na próxima semana. “Vamos procurar solucionar o problema de uma forma que o prestígio do Cine Humberto Mauro continue este ano. Os filmes exibidos são de altíssimo nível, com público, inclusive, das cidades da região”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto o assunto continua como polêmica nos corredores das salas de aula, uma coisa é certa para todos os estudantes. O auditório Grená, no Bloco 2, não mais será o espaço para as sessões de cinema. O local passa por reforma desde o início do ano letivo e dará espaço aos laboratórios da Faculdade de Ciências da Saúde. “Com a transferência de um laboratório para aquele lugar, resolvemos um outro problema. A academia reclamava das antigas instalações, principalmente pelo ruído provocado, atrapalhando os alunos e professores em sala de aula”, disse Netto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os freqüentadores das sessões, enquanto isso, têm poucas notícias da mudança real do cinema. Resta apenas ficar sem poder assistir aos filmes alternativos que sempre estiveram em cartaz. Descontente, a estudante de jornalismo Fabíola Cunha é enfática: “A coisa está incerta ainda. Estamos descontentes. Sei que quando o reitor bate o pé, não tem volta. Eles são os donos da grana, fazem o que querem”. Como forma de protesto, ela organizou um abaixo-assinado, a ser encaminhado à reitoria. Em dois dias (quarta e quinta-feira), conseguiu 360 assinaturas. “Sei que este número num universo de 15 mil alunos é pouco. Mas se uma equipe se unisse, daria para notar que, pelo menos, metade dos alunos está descontente”, reafirma.&lt;br /&gt; Fabíola é da opinião que a Sala Vermelha, anexa ao Teatro Unimep, é uma boa alternativa para as sessões enquanto a reforma não é concluída. A reitoria concorda e diz que vai estudar se este espaço é viável para a exibição de filmes, mas prefere ainda não deixar a resposta em definitivo. “Parece que vai ser demorado, então sou a favor da Sala Vermelha e não no Centro Martha Watts. Assim, os alunos podem ir, vez ou outra, no cinema”, acredita Fabíola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Publicada em 5 de março de 2005, na Tribuna Piracicabana&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9489475-111020129516125083?l=jornalismonarede.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornalismonarede.blogspot.com/feeds/111020129516125083/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9489475&amp;postID=111020129516125083' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9489475/posts/default/111020129516125083'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9489475/posts/default/111020129516125083'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalismonarede.blogspot.com/2005/03/abaixo-mudana-do-humberto-mauro.html' title='“Abaixo à mudança do Humberto Mauro”'/><author><name>Rodrigo Alves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11808376702313104497</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9489475.post-110995443861132341</id><published>2005-03-04T11:38:00.000-05:00</published><updated>2005-03-04T11:40:38.616-05:00</updated><title type='text'>Consumação mínima é proibida no Estado</title><content type='html'>&lt;em&gt;Lei pegou de surpresa consumidores, donos de estabelecimentos e até o Procon de Piracicaba, que ainda vai estudar medidas de fiscalização&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Rodrigo Alves&lt;br /&gt;rasilvad@walla.com&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fim da consumação mínima obrigatória, até a última terça-feira, era apenas uma ‘conversa de botequim’, embora o Código do Consumidor também o proíba. Mas, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, sancionou a lei que proíbe definitivamente o pagamento de taxas que prevê o consumo em bares e casas noturnas. A notícia pegou de surpresa tanto os consumidores quanto os empresários do ramo em Piracicaba.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O proprietário da casa Tage, Rhiverson Jacomazi, desconhecia a nova lei, até que a reportagem de A Tribuna Piracicabana entrou em contato. Ele havia planejado para hoje e amanhã, a festa ‘Bem-vindo, bixo’, com consumação a R$ 10,00 e gratuidade até meia-noite para os calouros universitários. “Sem a consumação mínima, a solução é fechar o estabelecimento. Não há outra maneira de trabalhar na área que não seja essa”, informou ele, que vai estudar uma nova proposta para o evento desse fim de semana. O empresário informou que usa o valor arrecadado para cobrir despesas da infra-estrutura. “O meu estabelecimento possui gastos com áudio e vídeo, sistema acústico, cozinheira e segurança. Todos são pagos com essa taxa”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No passado, quando abriu o ‘Captain Jack’, o empresário Cyro Orsi, cobrava apenas a entrada ao estabelecimento. Como percebeu uma certa rejeição do público, passou a optar pela consumação mínima, mas de uma maneira diferenciada. Às quintas e sextas-feiras, a casa abre às 22 horas e, até às 23, a taxa de consumo era instituída. Após isso, a alternativa era a cobrança de portaria. Com a nova lei, embora não tenha discutido o assunto a fundo com o sócio, o sistema antigo volta a vigorar. “Quando a entrada é cobrada, você limita o setor financeiro do cliente”, disse Orsi, que vê o consumidor como o maior prejudicado. “Ele vai ter que pagar para entrar e não vai poder reverter o que gastou para o consumo próprio”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tanto Rhiverson Jacomazi (Tage), quanto Cyro Orsi (Captain Jack), acreditam que a taxa mínima servia para ampliar o leque de opções e a estrutura dos estabelecimentos, proporcionando o pagamento das bandas que se apresentam. Com isso, o ramo empresarial também é atingido. “As bandas são caras. Eu preciso encontrar uma forma de reverter esse custo a mais. É por esse motivo que há a cobrança de uma ou de outra forma”, diz Orsi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas há quem discorde desse ponto de vista. “A consumação prende as pessoas até mesmo a sair de casa para se divertir”, opina o autônomo Alexis Roberto da Silva, que evita não apenas os locais que exigem consumação e prefere “nem chegar perto daqueles que cobram também o couvert artístico e taxa de garçom”. Ele diz que sempre foi contra qualquer cobrança e que as casas, ao fazerem isso, estavam infringindo o “direito de ir e vir” dos cidadãos, garantido na Constituição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo sendo leigo no assunto, a declaração de Aléxis comprova que o consumidor sempre teve razão. O problema é que esse direito nunca foi respeitado. O artigo 39, inciso I, do Código de Defesa do Consumidor já dizia: “a consumação mínima é uma prática abusiva”. Mas a definição do abuso não está clara. No código consta que é “vedado condicionar o fornecimento de produto ao fornecimento de outro produto”. Com a nova lei, as dúvidas acabaram. Fica, de fato, proibida a cobrança de consumação mínima em todo o Estado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A estudante de Publicidade e Propaganda, Daniela Righoletto, é freqüentadora assídua de bares e danceterias. Ela é uma das poucas que vê a taxa de consumação como um benefício ao consumidor. “É uma forma de selecionar o público, de impedir que vire baixaria. Não me importo de pagar, desde que a taxa não seja abusiva”. O proprietário da casa Tage concorda e diz que a cobrança ajuda a selecionar a classe consumidora. “Impede que o indivíduo entre, fique duas horas e consuma apenas uma água”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A lei foi publicada no Diário Oficial desta quarta-feira e é válida para qualquer estabelecimento comercial, mas o governador vetou a aplicação de multas para os estabelecimentos que desrespeitarem a nova medida. O fato provocou descontentamento do autor, o deputado Alberto “Turco Louco” (PSDB), que deve lutar para que, em caso de reincidência da cobrança, o estabelecimento seja fechado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A reportagem da Tribuna entrou em contato com o Procon de Piracicaba para saber como será feita a fiscalização na cidade, mas Sérgio Setten Filho, diretor do instituto, disse que ainda não se reuniu com os fiscais para discutir a aplicação da lei. Setten foi informado pela reportagem da lei no Diário Oficial.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Couvert e taxa de&lt;br /&gt;entrada continuam &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As casas noturnas e boates continuam com o direito de cobrar o couvert artístico. Mas isso quando realmente houver apresentação de artista ao vivo. Caso contrário, a cobrança é ilegal. Já a taxa de 10% de serviço, em alguns casos, é facultativa. O cliente apenas é obrigado a pagar o serviço quando os garçons ou prestadores de serviço forem sindicalizados e tiverem uma convenção coletiva que determine o pagamento. Ela não pode ser calculada sobre o valor do couvert ou da entrada, mas somente sobre o que foi consumido. A taxa de entrada continua sendo permitida, contanto que o cliente seja informado na entrada ou através do convite, flyer ou letreiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Publicada em 3 de março de 2005 na Tribuna Piracicabana&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9489475-110995443861132341?l=jornalismonarede.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornalismonarede.blogspot.com/feeds/110995443861132341/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9489475&amp;postID=110995443861132341' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9489475/posts/default/110995443861132341'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9489475/posts/default/110995443861132341'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalismonarede.blogspot.com/2005/03/consumao-mnima-proibida-no-estado.html' title='Consumação mínima é proibida no Estado'/><author><name>Rodrigo Alves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11808376702313104497</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9489475.post-110979826826021991</id><published>2005-03-02T16:15:00.000-05:00</published><updated>2005-03-02T16:17:48.266-05:00</updated><title type='text'>Terceira Idade volta ao passado em encontros no Sesc</title><content type='html'>&lt;em&gt;Escola Aberta retornou atividades ontem, com proposta de resgate das histórias sobre a cidade; encontro teve 150&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Rodrigo Alves&lt;br /&gt;&lt;a href="mailto:rasilvad@walla.com"&gt;rasilvad@walla.com&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Memória Viva” foi o nome escolhido para definir os encontros de 2005 da Escola Aberta da Terceira Idade. O primeiro aconteceu na tarde de ontem, em clima de recordação e nostalgia. Se depender dos 150 participantes que compareceram ao Sesc Piracicaba, esse deve ser o tom durante o ano todo. O objetivo da instituição, além de oferecer atividades esportivas e de lazer, é valorizar a memória dos que comparecem aos encontros, estimulando os relatos e contação de causos, assim como a exibição de filmes e oficinas culturais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às 14 horas de ontem foi exibido o filme “O Espírito do Lugar”, produzido por Thiago Altafini em 2003, por meio do projeto Piracicaba.doc. A proposital sessão serviu para que os participantes pudessem debater sobre alguns locais tradicionais de Piracicaba, realizando um recorte peculiar do passado, relatando suas vivências e paixões, numa época em que a cidade era cortada pelas linhas de trem da Cia Paulista de Estradas de Ferro e, por isso, era definida como “fim de linha”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos trechos do filme fez com que Yeda Maria Stipp, de 75 anos, lembrasse das boiadas que passavam em frente à sua casa, na rua do Rosário, número 6. “Nós escutávamos os aboios, os berrantes, e já corríamos assustados para dentro de nossas casas. Minha mãe gritava para que eu fechasse todos os portões, com medo dos bois invadirem”, disse, lembrando, inclusive, “do poeirão danado que levantava na rua”, já que a estrada não possuía asfalto. “Todos largavam dos seus afazeres para ver a boiada. Era um espetáculo”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após o filme, Letícia de Sousa Tozzi, de 75 anos, também quis ir à frente do auditório do Sesc para relatar uma memória do passado. Seu pai era conhecido na Noiva da Colina como Velho Caxambu, sendo o proprietário do extinto Empório Caxambu. Ela contou que a família veio de Minas e que pretendia instalar um armazém de especiarias na cidade, mas que os mineiros eram conhecidos como propagadores da hanseníase. Logo, o falecido pai pensou numa cidade que era conhecida pela prosperidade, no caso, Caxambu. “A escolha do nome foi muito feliz, era o melhor armazém da cidade”, lembrou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como memória não escolhe hora, um outro participante da sessão ‘nostalgia’ lembrou: “Caxambu é aquela cidade que possui sete fontes, seis das quais não são boas. Conta a lenda que a mulher que chegar na última, engravidava”. O riso foi unânime.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentre os relatos, o de uma ex-moradora do antigo Morro do Enxofre ainda se recorda dos tempos da juventude, quando tinha o anseio de freqüentar uma escola particular. Como conseguiu uma bolsa de estudos no Colégio Piracicabano, o sacrifício não era só dela, uma vez que o pai, um tímido espanhol, por quatro anos a esperava na Estação da Paulista, com medo de que corresse perigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como o encontro de ontem foi produtivo, Adriano Antônio da Costa, coordenador da Escola Aberta da Terceira Idade, sugeriu uma sessão extra “nostalgia” de cinema para a próxima sexta-feira, dia 4, às 14 horas. Após uma lista de sugestões, foi definido que o filme a ser exibido será “Os brutos também amam”, um western americano lançado em 1953.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na próxima quarta-feira, 9, a história de Piracicaba será relatada pela professora Marli Terezinha Germano Perecin, doutora em História Social pelas USP e autora de diversos livros sobre a Noiva da Colina. Já no dia 16, também às 14 horas, o repórter fotográfico Christiano Diehl Neto realiza a oficina “Sensibilização e noções básicas”. O coordenador das atividades no Sesc explica que a intenção é que o participante da oficina leve uma foto antiga da cidade e, com orientação do oficineiro, tire uma nova imagem do local no presente. Já no dia 30, último encontro do mês, os integrantes da terceira idade irão realizar uma confraternização para saudar os aniversários de janeiro, fevereiro e março.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Serviço&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Os encontros da Escola Aberta da Terceira Idade acontecem sempre às quartas-feiras, às 14 horas. Para participar dos encontros é necessário estar matriculado no Sesc Piracicaba e ter mais de 60 anos. A taxa de matricula é de R$ 28.50 anual. Mais informações: 3434-4022.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Reportagem publicada em 3 de março de 2005&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9489475-110979826826021991?l=jornalismonarede.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornalismonarede.blogspot.com/feeds/110979826826021991/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9489475&amp;postID=110979826826021991' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9489475/posts/default/110979826826021991'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9489475/posts/default/110979826826021991'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalismonarede.blogspot.com/2005/03/terceira-idade-volta-ao-passado-em.html' title='Terceira Idade volta ao passado em encontros no Sesc'/><author><name>Rodrigo Alves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11808376702313104497</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9489475.post-110976723914753019</id><published>2005-03-02T07:33:00.000-05:00</published><updated>2005-03-02T07:40:39.156-05:00</updated><title type='text'>Troca de farpas entre Romualdo e professores e vice e versa</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Segue abaixo uma “baita” duma mensagem. Quem quiser ler, vai se divertir muito com a história! Vou começar e ser breve, já que a história não é. Um belo dia de fevereiro, que antecedia meu aniversário, resolvi enviar a seguinte mensagem de e-mail. Não esperava tanta repercussão.Pessoal&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O jornalista Joel Silveira é autor de um dos melhores livros que já li, trata-se de "A Milésima Segunda Noite na Avenida Paulista".&lt;br /&gt;Enfim, ele tem 86 anos, roubou uma namorada de Juscelino Kubitschek, cobriu a segunda guerra, foi exilado cinco vezes e ainda recebeu o apelido de Víbora, por Assis Chateubriand. A AOL Revista fez uma entrevista com ele. Acho que vale alguns preciosos minutos de nosso dia com a leitura de suas sábias palavras. Para ele, "Lula nunca leu um livro" beijos Rodrigo aí vai o link &lt;a href="http://www.aol.com.br/revista/materias/2005/0019.adp"&gt;http://www.aol.com.br/revista/materias/2005/0019.adp&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;----------------------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Poucas horas depois, a minha ex-professora de jornalismo, Marta Regina Maia, saiu em defesa das palavras acometidas contra o nosso presidente em exercício, Luis Inácio Lula da Silva. Eis abaixo.... tem mais ainda!&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comentário da Marta&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saudações.&lt;br /&gt;Conheço parte da produção de Joel Silveira, de fato um grande jornalista (inclusive estou sorteando um livro dele no meu site). Mas conheço mais ainda a atual produção jornalística que, de maneira sistemática, achincalha o presidente Lula. Mas o que me levou a escrever esta mensagem é um outro tipo de conhecimento. Serei redundante mesmo: Conheço pessoas que já leram centenas de livros e batem em seus filhos, igualmente conheço outras tantas que também já leram centenas de livros e são racistas e preconceituosas, conheço outras também muito "eruditas" que não têm tempo para nenhum tipo de ação solidária e por aí vai... Mas o principal: Conheço uma pessoa (neste caso, não pessoalmente) que já foi presidente do Brasil - que também já leu centenas/milhares de livros – e que privatizou 165 empresas em 8 anos de mandato, que instituiu a “Lei da Mordaça” dois dias antes de terminar o seu mandato, que assinou acordos com o FMI altamente prejudiciais ao Brasil, mas que conseguiu um tratamento muito respeitoso da imprensa. Nas palavras de Joel Silveira (na mesma entrevista): “um intelectual, mas o governo dele foi mau. A privatização que ele fez... entregou tudo. O Brasil hoje não é dono de nada, não é dono de telefone, da luz... são grupos espanhóis, grupos americanos. E realização importante eu não me lembro de uma! Ele juntou dinheiro para pagar o FMI, com impostos terríveis. Não fez uma estrada, um hospital... O que é Fernando Henrique Cardoso fez? Não fez nada. É o que o Lula está fazendo também... agora, no fim do governo, é que ele está se mexendo.”&lt;br /&gt;Se disseminamos este tipo de preconceito ou até mesmo visão política (não  podemos nos esquecer que Joel Silveira sempre admirou muito Getúlio Vargas e Juscelino Kubtischek) contribuímos para a manutenção de uma situação econômica/política/social nada favorável para a sociedade brasileira.&lt;br /&gt;Paro por aqui por absoluta falta de tempo.&lt;br /&gt;Professora Marta. Um abraço a todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;---------------------------------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Segundos depois, meu colega de trabalho, o jornalista Romualdo Cruz Filho, resolveu alimentar a polêmica, é claro.... como sempre faz!!!&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Martinha, francamente, estou mais interessado em modinhas portuguesas do século XV do que na política dessa esquerdinha brega que está no poder. Quem tiver bibliografias sobre a história da moda de viola  e sua chegada no Brasil, me manda, por favor. Preciso saber mais sobre como se diferencia, na história, a seresta do cururu e da moda de viola caipira.&lt;br /&gt;Martinha, Joel Silveira é um gênio. Leia-o como um grande homem e isente-o de contradições, pois ele é filho de uma geração que viveu à sobra dos vulcões (entenda guerras). Ou seja, de uma geração em que a contradição estava em segundo plano e a arte precisava ser defendida como condição de existência.&lt;br /&gt;Lula... Oras bolas, o Lula. Ele é um estorvo para a esquerda intelectualizada e para o povo também. Tudo fica mais difícial de defender quando a lógica e a racionalidade perdem a magestade e o subjetivo assume o poder. Para mim, mesmo no inconsciente coletivo, Lula deveria pensar em como abandonar o poder sem se tranformar em um fiasco para si mesmo e para nós. O danado é tão despreparado e de boa fé que não dá para ser sincero com ele.&lt;br /&gt;Nosso presidente precisa começar a se preocupar com a própria biografia. Gostaria de no futuro pensar nele com menos traumas do que penso hoje. Espero que escape de sua própria mediocridade, ileso. O Fernando Henrique, apesar de tudo, conseguiu, por enquanto.&lt;br /&gt;Espero estar errado quanto ao Lula. Mas quanto ao Joel, ele está acima de nossas observações simplistas.&lt;br /&gt;Um abraço e obrigado por me colocar nessa lista quilométricas de .... amigos. Um abraço a todos.&lt;br /&gt;Romualdo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--------------------------------------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Eu, como malfeitor de tudo, tentei alimentar umas coisas e outras. Embora tenha escrito que esperava a próxima crítica, achava a discussão por encerrada.... mas eis que vem um outro professor!!! Segue o meu comentário&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Já que mandei essa entrevista para uma imensa lista, sinto na obrigação também de deixar alguns comentários... quem quiser seguir lendo as linhas abaixo, que leia... do contrário, não me importo de apagarem (não saberei mesmo).&lt;br /&gt;Mas, opiniões são opiniões e posições partidárias são posições partidárias (rsrsrsrs)Sou obrigado a concordar com Romualdo em algumas questões, levando em conta o respeito que o caro Joel recebeu, inclusive, de Chatô.&lt;br /&gt;Acredito, assim como disse o Romualdo, que não devemos desmerecer o trabalho de mais de 40 anos de um cara que foi enviado para a guerra aos 26 anos... e vou além: Joel foi capaz de escrever uma reportagem com mais de 30 páginas e, ainda, mostrar aos jornalistas que há jornalismo além do lead.&lt;br /&gt;Mas,  vamos deixar de fazer observações simplistas e, aproveitar nosso tempo para, quem sabe, conhecer melhor a sua obra. Por enquanto li a Milésima Segunda Noite na Avenida Paulista, mas tive a sorte de ganhar hoje de aniversário, A Feijoada que derrubou o governo.Tanto que falando nesse aspecto, acho louvável a iniciativa da professora Marta em colocar o livro para sorteio, principalmente porque serve para que os nossos colegas de profissão (público majoritário do site) tenham acesso a esse tipo de leitura. E, assim, verem jornalismo além do lead!&lt;br /&gt;Se cabe a Joel a análise da gestão Lula, cabe também a todos, pelo menos é o que reza a democracia....e é claro, defender a posição e ir contra a opinião desse jornalista. Mas antes de fazer uma análise do que disse o jornalista, não podemos desmerecer deu currículo, vivência e, se não bastasse, tentar descobrir sua afinidade partidária.&lt;br /&gt;Pelo menos deu para ver - para quem realmente leu - que ele não é nem tucano e nem petista! Vai saber! Quem sabe ele não apóia o ACM!Voltando....Também acho que está na hora de sermos esquerda e reconhecermos o erro da esquerda, de pertencermos a um determinado partido e analisar o que há de certo ou errado dentro dele! E ainda de cada um seguir em frente com a sua convicção.&lt;br /&gt;Não podemos apenas ser PT e pronto! Não dá para colocar o Lula no altar! E é isso o que tem acontecido com muito dos militantes antigos.Fato é que a supremacia Lula --- e saibam vcs que votei nele -- está chegando ao fim... pelo que parece não vai passar dos quatro anos de mandato.&lt;br /&gt;A prova de que Lula está cada vez "menos lá" é o prefeito eleito em SP, José Serra,... o prefeito eleito em Piracicaba, Barjas Negri e, ainda, para ser mais atual, o rebuliço que se formou com a derrota de Greenhalgh como presidente da Câmara. Sem julgamentos, mas tudo caminha para o único mandado da era Lula.&lt;br /&gt;E concordo que ele vai ter que tomar cuidado para chegar ao fim do poder com uma biografia bonita. Ou então vai decepcionar milhões de brasileiros, principalmente aqueles do programa Fome Zero e, mais ainda, os intelectualizados. Mas a estes últimos, numa fase posterior, restam discursos e explicações, teses e análises. Aos primeiros, daquela cidade em que nem me lembro mais o nome, só restará a seca e o esquecimento!&lt;br /&gt;Mas pelo que parece, o que está faltando hoje é que esse intelectualismo faça uma análise de conjuntura. Isso mesmo! Pq parece que só enxerga o Lula Paz e Amor!Tudo bem, há de se levar em conta que a atual produção jornalística tem sim "achincalhado" o  presidente Lula. Mas não podemos esquecer que o Lulinha paz e amor ainda não mostrou aonde está o paz e o amor em seu governo. Ou melhor, fui errado em minhas palavras: mostrou que é possível paz e amor com o PFL, com o PMDB... e assim vai. Mostrou ser paz e amor até num jantar com o ACM... lembram-se?Ora bolas... o Lula!&lt;br /&gt;Vamos ficar com o Lula de "Peões" e "Entreatos".  É um Lula mais bonito, o Lula que a esquerda enxerga! Acho que é melhor! E ficar com Joel Silveira de A Feijoada que derrubou o governo, de A Milésima Segunda Noite na Avenida Paulista.E que venha o próximo comentário!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rodrigo Alves(19) 9793-9371&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;---------------------------------------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Eis que chega um jornalista que não é a víbora de Assis Chateubriand, mas que ensina ética nas salas de aula há não sei quantos anos. Seu nome: Dennis de Oliveira, meu ex-professor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Quando a gente se propõe a fazer uma avaliação política de um governo, partido, grupo, pessoa ou seja o que for, é preciso levar em conta critérios para fazer esta análise. O governo de Lula - e não é a PESSOA do Lula e sim o seu governo, que é fruto de uma aliança que envolve o PT, PL, PMDB, etc. - é passível de uma série de críticas, como por exemplo, a manutenção da política econômica idêntica ao do seu antecessor, Fernando Henrique Cardoso, de manutenção dos juros altos, de altíssimos superávits fiscais que fazem o governo a apertar os gastos públicos e aumentar a carga tributária.&lt;br /&gt;Repito: esta é a MESMA POLÍTICA ECONÔMICA do governo anterior. Para ser honesto, criticar este aspecto implica em também criticar o governo anterior.Acho ridículo certas pessoas criticarem que o Lula aumentou os impostos e terem votado no PSDB, justamente o partido que deu início a este aumento brutal da carga tributária e a submissão do país ao capital estrangeiro.&lt;br /&gt;Agora, acho problemático criticar Lula neste aspecto pessoal. Sinceramente, eu, como cidadão brasileiro, estou pouco interessado se o presidente leu nenhum, um ou mil livros, se ele fala cinco ou mil línguas...&lt;br /&gt;Primeiro, porque o ato de governar é algo coletivo, embora parece que a percepção de um salvador da pátria continua dentro do imaginário da grande maioria das pessoas, inclusive jornalistas que deveriam ter mais discernimento sobre isto. Segundo, que este ato coletivo de governar se fundamenta em princípios e políticas implementadas e é neste campo que se deve analisar um governo.&lt;br /&gt;Qual é o maior problema da maioria dos críticos de Lula? É que justamente o aspecto mais crítico do atual governo é aquele que mais se assemelha ao governo de Fernando Henrique. Aí, como boa parte destes críticos sentem saudades do intelectual da "Sorbonne", não resta outra coisa a não ser partir para a crítica pessoal, preconceituosa, e coisa e tal.O fato de Joel Silveira ser um grande jornalista não o isenta de sofrer críticas, este papo dele estar acima de tudo é uma grande bobagem.&lt;br /&gt;Ele não é Deus, não está acima de ninguém e como exerce uma atividade pública – o jornalismo - é passível de questionamento, sim. Fico espantado com o rebaixamento do nível da discussão política dos jornalistas. Por incrível que  pareça, a melhor análise (crítica) que li sobre o governo Lula foi produzida por uma equipe de intelectuais do próprio partido, publicada no site da &lt;a href="http://www.fpa.org.br/periscopio/atual/texto01.htm)."&gt;http://www.fpa.org.br/periscopio/atual/texto01.htm).&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;As pessoas não são obrigadas a gostar ou entender de política, podem preferir modinhas de viola (bem legal, por sinal), futebol, cinema e coisa e tal. Mas se não gostam, também não se metam a fazer avaliações.&lt;br /&gt;Eu, por exemplo, não entendo muito de artes plásticas, e por isto não me meto a comentar sobre este assunto. É isto,Abraços,Dennis&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;------------------------------------------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Romualdo, vulgo peixe-elétrico aqui da redação, não deixou o fogo se apagar... mas as chamas já estavam fraquinhas!&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;No quesito figuras de linguagens e alegorias para carrancas medievais, Denis estaria reprovado em meu cursinho de aprendiz de feiticeiro. Mas é um grande Cristão Novo. Pena não ter se iniciado na cabala e na alquimia quando havia tempo.&lt;br /&gt;Como toda lógica só funciona fundamentada em paradígmas pré determindados, ele está com a razão. Mas não se pode mexer em seus paradigmas que sua lógica vira pó. Volto à conversa mais tarde. Tenho que aprender algo na Unimep.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um abraço&lt;br /&gt;Romualdo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;------------------------------------------------------------------------------------------------&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Segundos depois, um errinho para ser corrigido&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;a pressa é inimiga da concordância... eu quis dizer "nos quesitos". Sorry&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Romualdo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;------------------------------------------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Naquele momento, o que estava quase extinto, parece ter reacendido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Não sou um cristão novo e nem velho, meu caro Romualdo, aliás querer analisar o mundo unica e exclusivamente pelo prisma da civilização judaico-cristã como você quer fazer só pode resultar neste tipo de comentário eivado da mesma arrogância da tradição eurocêntrica responsável pelo maior massacre de seres humanos na história da humanidade.&lt;br /&gt;O seu discurso é que vira pó sem estes fundamentos. E não faço a mínima questão de ser aprovado no seu cursinho de aprendiz de feiticeiro. Tenha boa sorte e espero que você aprenda algo não só na Unimep mas na vida.Um abraçoDennis&lt;br /&gt;Para quem conhece o Peixe, ou melhor, o Romualdo, sabe que ele não ia deixar por menos. Mas eis que o silêncio o calou. Mais abaixo, a conclusão final, minha, é claro!&lt;br /&gt;Depois dizem que o moralista sou eu!&lt;br /&gt;Se é com silêncio e genuflexão que se ganha espaço nesse terreno artificioso... prefiro ficar na minha. Mas deixo aqui meu protesto. O papo aqui é condicionado por seitas oportunsitas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inté&lt;br /&gt;Romualdo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-----------------------------------------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Minha conclusão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Deu para ver que PSDB e PT nunca vão ser amigos, tão menos Romualdo e Marta com Dennis vão andar de mãos dadas... mas cá entre nós, mandei um link, com uma entrevista, para que cada um, em seu silêncio, tirasse sua conclusão. Eu, por exemplo, acho Joel Silveira um gênio, inclusive, o precursor do jornalismo literário. Mas na net, só para ir além, existe uma comunidade que afirma ser Joel Silveira uma farsa. Eu, como discordo, não me atrevo a fazer parte dessa comunidade. Acho que o recado está dado!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O clássico The End para encerrar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O fato acima acontece na semana de 20 a 25 de fevereiro de 2005&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9489475-110976723914753019?l=jornalismonarede.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornalismonarede.blogspot.com/feeds/110976723914753019/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9489475&amp;postID=110976723914753019' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9489475/posts/default/110976723914753019'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9489475/posts/default/110976723914753019'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalismonarede.blogspot.com/2005/03/troca-de-farpas-entre-romualdo-e.html' title='Troca de farpas entre Romualdo e professores e vice e versa'/><author><name>Rodrigo Alves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11808376702313104497</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9489475.post-110976478837076568</id><published>2005-03-02T06:58:00.000-05:00</published><updated>2005-03-02T06:59:48.373-05:00</updated><title type='text'>Presidente da Câmara tem mandato cassado</title><content type='html'>Rodrigo Alves&lt;br /&gt;Especial para o IOL&lt;br /&gt;&lt;a href="mailto:rasilvad@walla.com"&gt;rasilvad@walla.com&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Se as previsões se confirmarem, Inconfidentes chegará aos 42 anos em clima tenso. Pelo menos foi o que pôde ser notado no último dia 25 de fevereiro, durante reunião extraordinária na Câmara de Vereadores. É que Adriana Mara Alves (do Partido Verde), então presidente da Câmara, teve seu cargo suspenso pela juíza de Ouro Fino, Tânia Grandal Coelho. A chefe do legislativo municipal foi a mais votada na eleição de 2004, com 339 votos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sentença foi anunciada no último dia 18 de fevereiro, em resposta à reivindicação da coligação PSDB/PFL/PTB. De acordo com o processo, Adriana estaria em situação irregular com a lei e não poderia ter concorrido às eleições em 2004. Isso porque ela era casada com o ex-prefeito da cidade, Décio Bonamichi, até 14 de agosto de 2001. Mas no artigo 13 do Tribunal Superior Eleitoral, a separação não é valida, pois não é permitido vínculo familiar algum com o prefeito no poder, “salvo se este renunciar até seis meses antes das eleições”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O assunto predominou na pauta de discussão da Câmara, aberta pela própria chefe do executivo, com atraso, às 19h25. Adriana foi representada pelo advogado Ricardo Berto Rodrigues, que além de recorrer à decisão, informou que a sentença da juíza é irregular, uma vez que enquanto o processo não é julgado por completo, mediante recurso, o cargo pode ser exercido pela vereadora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a assessora jurídica da Câmara, Sandra Junqueira, arrebateu a informação, explicando que esteve no Fórum de Ouro Fino na tarde de sexta-feira e que a juíza ainda não havia analisado o pedido. “Isso ainda não tem validade, uma vez que esse documento ainda não chegou às mãos da juíza”, disse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes dos oito colegas darem parecer favorável ou contra à decisão da juíza, como estava previsto, sem dar margens para debate, Adriana encerrou a sessão, num ato precipitado. Mas os vereadores continuaram na casa e, devido ao abandono do cargo, Hélio Junqueira (PTB) assumiu a presidência da Câmara temporariamente, retornando à discussão anterior. Antes de sair, no entanto, ela desabafou: “Vim exercer o meu mandato com um pensamento diferente, querendo fazer o melhor para a cidade. Essa era a minha intenção desde o primeiro momento, quando bati nas portas dos eleitores em busca do voto”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minutos depois da ausência da vereadora, Hélio Junqueira comentou o ato de Adriana. “Acho que ela não poderia ter nos abandonado desse jeito, não sei o motivo pelo qual ela fez isso, mas precisamos continuar”, exclamou, solicitando, depois, a votação dos colegas sobre a decisão da juíza na cassação do cargo. O vereador Alcides Constantini, do PT, conhecido como Bolão, definiu a decisão da colega como um ato de ‘autoritarismo’.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O resultado foi unanime: todos disseram ‘sim’ à sentença de Tânia Maria Grandal Coelho. Antes de dar parecer favorável, no entanto, o vereador Carlos Eduardo de Souza, o Dú Bernardo, sugeriu: “deu para ver que o clima aqui não ‘tá bão’, tá estressado, por isso acho que deveríamos suspender isso para a segunda-feira”. Mas os colegas do legislativo preferiam seguir com a discussão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto uma posição oficial do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) não chega, a Câmara de Inconfidentes permanece com oito vereadores. A presidência, a título provisório, continuará com Hélio Junqueira, até que seja definida uma data para a eleição do novo representante da casa. A Câmara volta a se reunir na segunda-feira, 28.&lt;br /&gt;Após o termino do tenso encontro, mais de três horas depois, as chaves do prédio onde fica a Câmara de Vereadores foram trocadas. “Todos os meus colegas estão de acordo com a troca. Não que eu pense isso, mas vai que ela (a Adriana) resolve vir aqui para remexer toda a papelada que temos”, informou o chefe provisório do legislativo, Hélio Junqueira.   &lt;br /&gt;CPI é aprovada&lt;br /&gt;A segunda pauta em discussão na Câmara foi a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre a contratação de uma segunda secretária para a prestação de serviços.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre o episódio, enquanto ainda estava presente na reunião, Adriana informou que consultou primeiro o contador da casa, que disse dispor de um orçamento temporário para a nomeação. “Fui contratar uma auxiliar para a secretária Elisabete do Couto porque ela dizia estar sobrecarregada em suas funções. Comuniquei antes os vereadores e nenhum se mostrou contra a minha atitude”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas os colegas de Adriana disseram que o comunicado foi feito informalmente, sem nenhuma aprovação oficial em reunião. A polêmica envolveu ainda a assessora jurídica, Sandra Junqueira, que disse estar em desacordo com a atitude de Adriana, mas que redigiu o documento. “Eu a adverti”, defendeu-se Sandra, ao que Adriana arrebateu: “mas foi em termos, você sabia do que podia ou não ser feito, mas não revogou a minha decisão”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dos oito vereadores, todos se mostraram em favor da instauração da CPI, menos Maria das Dores Constantini (PMDB), que manteu-se neutra, e  preferiu aguardar a decisão final da justiça a respeito da cassação - ou não - de Adriana. Já Dú Bernardo disse estar de acordo, mas adiantou que prefere não fazer parte da comissão.&lt;br /&gt; Esta reportagem foi publicada no dia 25 de fevereiro, no site &lt;a href="http://www.inconfidentesmg.com.br/"&gt;www.inconfidentesmg.com.br&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9489475-110976478837076568?l=jornalismonarede.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornalismonarede.blogspot.com/feeds/110976478837076568/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9489475&amp;postID=110976478837076568' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9489475/posts/default/110976478837076568'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9489475/posts/default/110976478837076568'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalismonarede.blogspot.com/2005/03/presidente-da-cmara-tem-mandato.html' title='Presidente da Câmara tem mandato cassado'/><author><name>Rodrigo Alves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11808376702313104497</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9489475.post-110976451517179231</id><published>2005-03-02T06:53:00.000-05:00</published><updated>2005-03-02T06:55:15.176-05:00</updated><title type='text'>1, 2, 3... vem!!!</title><content type='html'>O filme “Entreatos”, do cineasta brasileiro João Moreira Salles, impressiona. Não pela qualidade técnica ou arranjos de produção, mas pela capacidade de reunir nostalgicamente, em 117 minutos, toda a essência da campanha eleitoral de Luiz Inácio Lula da Silva à presidência da República, em 2002. Lamento apenas uma coisa, mas não na produção de fato. As sessões planejadas na área central, pelo Cine Humberto Mauro, não estão com boa audiência. Estive em uma, segunda-feira. Fui o único expectador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em algumas conversas descobri que o problema se repetiu na sessão das 20 horas do mesmo dia. Parece que ela quase não aconteceu. Duas hipóteses podem explicar essa escassez: ou o público da área central não está interessado em filmes, ou, vai saber, perdeu a esperança no ‘Lula paz e amor’. Mas não devem ser esses os motivos pelos quais a sessão ‘Lulinha’ não teve público.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como marca de minha persistência, resolvi dar um telefonema (como quem não quer nada) ao Gilson, um dos responsáveis. Perguntei se a sessão especial de “Peões”, sexta-feira passada, teve público satisfatório. Ele respondeu que o Salão Nobre (com capacidade para 300 expectadores), mesmo com a projeção em tela maior, teve apenas 28 pessoas. Isso quer dizer que sexta-feira próxima, dia 4, o fracasso vai se repetir! Prefiro pensar que a taxa de desaprovação ao governo é que provocou – e vai provocar – isso. Ou, então, a experiência de trazer sessões especiais do Cine Humberto Mauro realmente não calhou de vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será que a área central de Piracicaba, ou melhor, o público, não está mais interessado em filmes? Acho que não. O Cine Sesc, às terças-feiras, tem público cativo. Como escrevi antes, quero fazer uma crítica ao filme, não à estrutura das projeções, mas antes prefiro fazer umas ressalvas. Quem sabe o leitor (e também eu) não chegue ‘ao porque’ da pouca audiência. Mas essa não é a intenção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sala de cinema do Centro Cultural Martha Watts possui até uma boa estrutura, mas não dispõe de técnicos para manusear os equipamentos, o que ocasionou num filme com chiados, pelo menos na sessão em que eu estava. Depois de 10 minutos de um áudio péssimo, chamei um bolsista do Centro Martha Watts, que, em tese, solucionou o problema. Mesmo assim o áudio estava péssimo. Depois fui investigar e descobri que o material exibido estava em VHS e, com a amplificação do som, conseqüentemente, devem ter vindo os chiados. Mas tudo bem. Vale o sacrifício. A sessão é bem mais barata que uma ida nas locadoras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto a esplêndida campanha de Duda Mendonça ganhava seus contornos no filme sobre Lula, mais uma coisa veio em minha mente. Parecia que eu não estava conseguindo mesmo me concentrar. Fiquei com medo dos responsáveis pelo Cine Humberto Mauro, ao organizarem a sessão de cinema, terem infringindo aquelas letrinhas que sobem no começo do filme: “é proibida qualquer forma de divulgação, cópia... etc e tal”. Porque se a projeção era em VHS, com certeza, locaram em alguma casa de vídeos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tentei me concentrar mais uma vez. Vã tentativa. É que a ampla TV à qual o filme rodava estava posicionada de frente à janela, provocando um reflexo nada agradável, conseqüentemente, um ardor nos olhos. Novamente refleti, justo no momento em que Lula fazia as barbas e dava entrevista por celular a uma rádio. Notei que as 40 confortáveis poltronas estão posicionadas de forma errada, pois o sol bate nas janelas, das 14 às 17 horas. Mas esse assunto deveria ser discutido com o engenheiro que ‘projetou’ a sala.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto Duda Mendonça convocava o grito “1, 2, 3.. vem!!!” para que todo o alto escalão petista gravasse um vídeo publicitário, pensei mais uma vez: “Porque o pessoal do Cine Humberto Mauro não faz uma campanha no Taquaral? Seria 1,2, 3... vem! E em instantes o público seria outro”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como um fato leva ao outro, cheguei à conclusão de teria que locar o vídeo em minha casa. E que estava mesmo interessado era no futuro do Cine Humberto Mauro, não no filme de fato. Afinal já havia passado 50 minutos. O filme, fabuloso! O problema é que a minha mente não colaborou. Não que eu seja daqueles de se preocupar com os problemas dos outros. Foi inevitável fazer uma co-relação da pouca audiência no centro com a também futura audiência nas novas instalações do Cine Humberto Mauro, antes no Bloco 2, agora na antiga Gráfica do Taquaral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conhecendo o público preguiçoso da Unimep como conheço, acho que as novas instalações podem estar fadadas também a pouca audiência. Há de se levar em conta que o novo local ‘pode ter’ ar-condicionado, mas até agora a reitoria da universidade não garantiu nada. E o ar-condicionado não deve funcionar como atrativo, até porque, a gráfica é longe demais dos blocos de sala de aula, da galeria. E, geralmente, quando o filme acaba, o aluno que é de fora corre para pegar seu ônibus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando conversei com Thiago Altafini, para uma entrevista, ele me disse que prefere pensar no lado positivo. Ele acha que agora as sessões serão mais agradáveis, porque antes, tinham pessoas que caíam de pára-quedas nas desconfortáveis poltronas. Mas eram esses que garantiam que o cinema permanecesse lotado, penso eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espero estar enganado e, mais do que nunca, quero muito que o público unimepiano vá assistir aos filmes no Cine Humberto. Mas pelo visto, localização não importa tanto, porque no Centro não deu certo. A fórmula filme de grande bilheteria também não emplacou, porque “Entreatos” é demais. Mas o Cine Humberto Mauro no Centro... ah! Esse deixa a desejar! Só espero que a decepção não se repita no Taquaral!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;PS: A crítica do filme fica para outra ocasião.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt; Rodrigo Alves é jornalista. E-mail: &lt;a href="mailto:rasilvad@walla.com"&gt;rasilvad@walla.com&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Publicada em dois de março, no jornal A tribuna Piracicabana&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9489475-110976451517179231?l=jornalismonarede.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornalismonarede.blogspot.com/feeds/110976451517179231/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9489475&amp;postID=110976451517179231' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9489475/posts/default/110976451517179231'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9489475/posts/default/110976451517179231'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalismonarede.blogspot.com/2005/03/1-2-3-vem.html' title='1, 2, 3... vem!!!'/><author><name>Rodrigo Alves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11808376702313104497</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9489475.post-110976437847770261</id><published>2005-03-02T06:51:00.000-05:00</published><updated>2005-03-02T06:52:58.480-05:00</updated><title type='text'>João de Oliveira, o primeiro merendeiro da Noiva da Colina</title><content type='html'>&lt;em&gt;Rodrigo Alves&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos 90 anos, completados hoje, uma das coisas que João de Oliveira mais gosta, na certa, é ouvir o som das crianças que passam na rua de sua casa, na Vila Monteiro. Principalmente quando os garotos estão chegando ou indo à escola. É que, quando isso acontece, a memória do aposentado volta aos anos 50, dá época em que passou bons momentos no antigo Grupo Escolar Dr. Kok, onde dedicou parte da vida às crianças que por ali estudavam. A função de João: merendeiro. O primeiro do sexo masculino que a Noiva da Colina conheceu. Por trás da dedicação, havia um homem preocupado em preparar um alimento saboroso, capaz de atrair os estômagos dos inquietos alunos em horário de recreio e, ainda, deixá-los nutridos para que assim pudessem aprenderem melhor os ensinamentos da professora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A dedicação à falecida esposa, Maria de Lourdes, é o que pode ter despertado a profissão de merendeiro em João. Ela era servente no grupo escolar, na antiga Fazenda Santa Rosa. O casal vivia nos arredores da escola e, sempre que podia, João aparecia na instituição de ensino para dar uma “mãozinha” à companheira. Antes disso, atuou na Usina Modelo, Máquina São Paulo e Cerâmica Dedini.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por ter a reputação de bom cozinheiro, certo dia recebeu convite da chefe do setor de alimentação escolar, Marlene Terezinha Voltani, para que pudesse atuar em meio ao refeitório do “Dr Kok”. Se em pleno 2005 o fato de um homem cozinhar bem já é uma qualidade rara, imagine na década de 50, quando a cozinha era um ambiente habitado apenas por mulheres. Mas era ali que João se via realizado, trabalhando sempre com muito respeito às colegas de trabalho, sem deixar margem para os ciúmes da esposa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dá época em que assumiu a cozinha até os dias atuais já se passaram 50 anos, mas João guarda ainda o cardápio que elaborava com tanto primor. Servia canjica, sopa de fubá, macarronada e outras especialidades. A verba destinada a esse setor era limitada, mas para deixar o alimento do recreio mais saboroso, cultivava no fundo da casa uma pequena horta. Como o meio de transporte na época era uma charrete, João recebia várias doações enquanto fazia o trajeto, as quais sequer pensava em levar para casa, mas apenas incrementar o cardápio da escola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto permaneceu no cargo de merendeiro, nunca deixou de comparecer à escola sem que estivesse uniformizado. O traje era muito bem cuidado pela companheira, reconhecimento que levou a chefe de alimentação escolar, “dona” Marlene, a elogiar o trabalho da esposa numa reunião com 120 merendeiras, ou melhor, 119, pois ele, João, era único.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo tendo entrado para a cozinha de uma escola em meados da década de 50, o merendeiro só recebeu de fato o registro em carteira no dia 1º de julho de 1969. Antes disso, no entanto, em 64, mudou-se para a Vila Monteiro, atraído pelas facilidades que a vida na área central proporcionava. A esposa transferiu-se para o grupo escolar Professora Mirandolina de Almeida Canto, no bairro Piracicamirim. Porém, ele continuou na escola da Fazenda Santa Rosa até que a falta da esposa foi “por demais sentida” e ela acabou retornando ao posto, na mesma unidade que o marido. A aposentadoria veio em 1979.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dos quatro filhos, uma delas segue o exemplo dos pais. Vilma, a caçula de 50 anos, cresceu no ambiente escolar. Hoje, como sinal de amor e reconhecimento pelo trabalho dos “pais”, atua como voluntária em várias escolas da cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo com as dificuldades que a idade trouxe, João de Oliveira comemora hoje, 4 de janeiro de 2005, 90 anos. Além dos quatro herdeiros, a família se multiplicou. Na certa, deve receber o abraço dos 14 netos, 25 bisnetos e dos filhos que a falecida esposa ajudou a criar no ambiente de uma cozinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Publicado em quatro de fevereiro de 2004, no Jornal A Tribuna Piracicabana.&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9489475-110976437847770261?l=jornalismonarede.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornalismonarede.blogspot.com/feeds/110976437847770261/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9489475&amp;postID=110976437847770261' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9489475/posts/default/110976437847770261'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9489475/posts/default/110976437847770261'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalismonarede.blogspot.com/2005/03/joo-de-oliveira-o-primeiro-merendeiro.html' title='João de Oliveira, o primeiro merendeiro da Noiva da Colina'/><author><name>Rodrigo Alves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11808376702313104497</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9489475.post-110313160921637302</id><published>2004-12-15T12:19:00.000-05:00</published><updated>2004-12-15T12:26:49.216-05:00</updated><title type='text'>Hoje tem festa no Engenho, pode vir, pode chegar!	</title><content type='html'>Ivete Sangalo, 11 anos de sucessos e de axé, canta no Engenho Central as músicas do álbum Ao vivo MTV	 &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rodrigo Alves&lt;br /&gt;freelancer&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um Verdadeiro Carnaval está para começar hoje, às 22h30, quando o Ritmo Gostoso de uma deusa baiana da Música pra Pular Brasileira subir aos palcos do Engenho Central. Com certeza, Vai dar Certo, afinal de contas, não é todos os dias que uma Beleza Rara como Ivete Sangalo vem De Ladinho à Piracicaba, com um único propósito: fazer a Festa. E mais: Sorte Grande vai ser para aqueles que estiverem no meio desse Empurra-Empurra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessa festa do Gueto, Avisa Lá que a Flor do Reggae baiano traz uma promessa que pretende ser um misto de sucessos do passado, dá época que iniciou a carreira, com a Banda Eva e os hits de hoje, como é o caso de Chica Chica Boom Boom (de Carmem Miranda) e que está presente no lançamento recente MTV ao Vivo Ivete Sangalo. 	&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O álbum, além de sucessos como Se eu não te amasse tanto assim, Pererê e Canibal traz boas notícias. Somente o DVD Ao Vivo já atingiu a marca de mais de 300 mil unidades vendidas em apenas seis meses de lançamento. Continua ainda na liderança do mais vendido do Brasil e agora é o mais vendido do planeta no espaço de tempo em que foi lançado.Com este feito histórico, se tornou o DVD mais vendido do Brasil em todos os tempos. O cd homônimo já ultrapassa as 400 mil unidades vendidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além de todo o sucesso que conquistou no Brasil, Ivete deu um Bug, Bug, Bye, Bye no Brasil e decidiu fazer uma turnê de divulgação, em julho, em vários pontos de Portugal. Percorreu o Festival Sons e Cores em Nazaré, o Portugal Elétrico em Matosinhos e ainda no Festival da Cerveja em Silves.	Na terra de “Manuels e Marias”, o cd da musa do axé está na lista dos dez mais vendidos, conforme divulgação da Universal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para fazer o clima levantar poeira, Ivete até já Faz tempo, traz em seu Arerê os músicos Rudnei Monteiro e Juninho (guitarra), Gigi (baixo), Radamés (teclados), Toinho Batera (bateria), Letieres Leite (sax), Guiga Scott (trompete), Ferrerinha (trombone), Cara de Cobra, Márcio Brasil e Fábio Almeida (percussão) e ainda Patrícia Sampaio (backing vocal). Para completar todo esse axé estarão presentes os bailarinos Amilton Lino, Celso, Dudé e Fábio Molejo.	&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Serviço&lt;br /&gt;Ivete Sangalo, no show MTV Ao Vivo, dia 16 de dezembro, às 22h30, no Engenho Central. Ingressos para pista custam R$ 30,00 ou R$ 25,00 (com a doação de um litro de leite de caixinha). Camarote: R$ 80,00. Estudantes pagam meia, mas é necessária a apresentação da carteirinha. Mais informações: 3429-6899 e 3434-7875.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Publicada em 16 de dezembro de 2004&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9489475-110313160921637302?l=jornalismonarede.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornalismonarede.blogspot.com/feeds/110313160921637302/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9489475&amp;postID=110313160921637302' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9489475/posts/default/110313160921637302'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9489475/posts/default/110313160921637302'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalismonarede.blogspot.com/2004/12/hoje-tem-festa-no-engenho-pode-vir.html' title='Hoje tem festa no Engenho, pode vir, pode chegar!&#x9;'/><author><name>Rodrigo Alves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11808376702313104497</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9489475.post-110296640032408143</id><published>2004-12-13T14:22:00.000-05:00</published><updated>2004-12-13T14:51:44.386-05:00</updated><title type='text'>Jaguatirica: o Oscar com sotaque caipira</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Mostra dos alunos de Rádio e TV da Unimep foi realizada na última quarta-feira; organizadores apostam na itinerância do evento&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rodrigo Alves&lt;br /&gt;&lt;a href="mailto:rasilvad@walla.com"&gt;&lt;em&gt;rasilvad@walla.com&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Com o Teatro Unimep lotado, a 5ª Mostra Jaguatirica trouxe os trabalhos experimentais dos alunos de Rádio e TV da universidade, na última terça-feira, às 20 horas. A apresentação foi do ator Eduardo Silva (o Bongô, do Castelo Rá-Tim-Bum), que anunciou os prêmios destaques (confira Box). A madruga produções foi a equipe que mais recebeu premiação no evento: sete troféus. O grupo exibiu um vídeo sobre uma lenda no Rio Piracicaba e um programa de rádio adaptado do texto de Moacir Scliar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na tentativa de inovar, a edição 2004 da mostra disponibilizou quatro micro-computadores para votação do Júri Popular, mas duas máquinas apresentaram problemas e, ao final, foi revelado apenas o escolhido na área de rádio. O prêmio foi para o rádio-ficção “Histórias que o povo conta”, do grupo Pedra na Lata, com 63 votos. Na categoria vídeo, a Madruga Produções recebeu 82 votos pela ficção Água Doce. No total, entre vídeo e rádio, 233 pessoas votaram. O resultado da votação do melhor vídeo foi apurado pelo Departamento de Tecnologia e Informática (DTI) da Unimep, na tarde de quinta-feira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os trabalhos produzidos ao longo do ano estarão disponíveis a partir de 2005 na Hemeroteca do Laboratório de Comunicação da Unimep. Este ano, a aposta foi também na itinerância da mostra. Ontem, um dia depois da exibição em Piracicaba, a Jaguatirica foi apresentada no Museu de Arte Contemporânea, no Cineclube Estação. Alguns grupos participaram de um debate com os participantes. Para os próximos meses, a Faculdade de Comunicação deve levar o evento para São Carlos, Sorocaba, Rio Claro e outras cidades da região. As produções em rádio serão transmitidas ainda, em data a ser definida, na Rádio Educativa FM (105,9).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;strong&gt;Inovações e variedades marcam apresentações&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;em&gt;Da ficção à comédia, da música à metalinguagem, produções trazem alternativas para Rádio e TV&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;A inovação começou com a apresentação do rádio-documentário “Grandes parcerias”, com destaque para a união musical entre o mito Raul Seixas e o roqueiro baiano Marcelo Nova. No vídeo, os integrantes da Carimbo Produções seguiram a linha da metalinguagem, exibindo “De quem é o show”, onde a ênfase foi dada ao trabalhos dos técnicos de palco do show do próprio Marcelo Nova. Mesmo com sotaque do interior, o grupo encarou o desafio de produzir e narrar os dois documentários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Madruga Produções, não necessariamente a segunda produtora a exibir os trabalhos, trouxe à 5ª Jaguatirica o rádio-ficção “Contos Brasileiros”, uma adaptação do conto As Ursas, de Moacir Scliar. Discutindo a relação entre mitos e religião, o grupo fez uma análise da sociedade contemporânea.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cuidado com a produção do vídeo-ficção “Água Doce” foi tanto que os dez integrantes do maior grupo da Jaguatirica produziram até um cartaz (veja foto) sobre a estréia da produção na mostra. O material foi espalhado por todas as faculdades e corredores da Unimep. A atuação de Washinton Poppi, o Ulisses, é digna de um profissional. Ele interpretou um entregador de água que se apaixonou por uma garota misteriosa que ronda a beira do Rio Piracicaba. A lenda urbana concebida pelos alunos mostrou que é possível retratar o Rio Piracicaba sem cair na mesmice de abordar suas histórias pelos mesmos personagens e temas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A fórmula do rádio “Etereofonia”, da produtora Pós de Arroz, foi o registro do cotidiano das pessoas por meio de uma não-linearidade. A equipe de trabalho esteve presente em espaços tradicionais representativos de Piracicaba e ainda incluiu ambientes sonoros que fizeram parte do mundo. A produção foi das alunas Camila Tavares, Nicole Spanghero e Fernanda de Oliveira, que, num programa de rádio fora dos padrões convencionais, captaram o espírito sonoro da Rua do Porto, por meio da culinária, diga-se, o peixe. Na produção, houve ainda espaço para verdadeiras personalidades anônimas do centro, inclusive da Praça José Bonifácio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na sessão do vídeo-documentário “Falar com as letras” ficou visível o poder da equipe feminina Pó de Arroz em captar o universo dos alunos adultos do programa Brasil Alfabetizado, no bairro Kobayat Líbano. Após a apresentação, “as estudantes de RTV” se encontraram com “os estudantes do Brasil Alfabetizado”. Pausa para uma foto e, é claro, uma ressalta da recém-formada Camila Tavares: “eles só vieram devido ao apoio da Secretaria Municipal de Educação”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Críticas bem humoradas num programa de rádio são formulas constante nas produções ao longo da universidade, período destinado às reflexões sobre o “mundo lá fora” e seus problemas. Foi nesse estilo que a Choc Produções exibiu “Curta Cult”, programa de rádio sobre a vida de um homem que de tanto trabalhar na mesma empresa há vários anos, acabou virando um arquivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em tom nostálgico, o rádio “Estado de Prosa” deu voz a um casal de idosos que contou a história de como se conheceu e se apaixonou. A temática foi a aposta da G1 Produções, que definiu o programa como um projeto piloto voltado para as emissoras de rádio AM. Uma das únicas produções com um “gancho jornalístico”, o programa apontou os problemas da população acima dos 63 anos, “teoricamente” protegida por lei pelo Estatuto do Idoso. Mas faltou uma pitada de orientação de jornalismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O investimento num público centrado nas faixas etárias parece ter sido mesmo a principal abordagem de Danilo Modolo, Antônio Diego e Rogério Farias, da G1. Em vídeo, o grupo encarou o asfalto e foi até a capital paulista para ouvir ícones como Marcelo Tas, Soninha Francine, além de produtores da MTV. Pensa que ficou na tietagem? Que nada! Em tom bem humorado, o grupo pegou a visão dos “manos” da periferia, que criticam a programação da MTV e a taxam como “preconceituosa e excludente”. A produção captou ainda o universo jovem que assiste religiosamente Malhação, da Rede Globo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Soninha Francine, a Soninha, ex-apresentadora do programa "RG” (TV Cultura), em entrevista ao vídeo “Sabor Jovem”, fez sérias críticas ao comportamento dos jovens em relação à televisão e disse que são eles os principais públicos das novelas. Já o apresentador Marcelo Tas, do programa Vitrine (TV Cultura) falou não somente da atitude jovem, mas do papel do profissional dos meios de comunicação. Para ele, é preciso assistir de tudo, até os programas taxados como “ruins”. Depois disso, Tas aconselha: “Dá até para aproveitar alguma coisa”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre ficção, público jovem e idoso, a On Line Produções decidiu exibir o rádio “Mídia nossa de cada dia”, que tratou com humor as formas como a mídia aborda temas como saúde e beleza. O metalinguagem vídeo “Trilha Sonora, Renato Lemos”, que expôs a essência da televisão, do rádio, do cinema e do documentário, narrando o processo de construção de uma trilha sonora para essas mídias, de diferentes linguagens. Essa fórmula pode não interessar ao grande público, mas fortalece o acervo da universidade com especialistas de RTV discutindo, o que às vezes, não é abordado pelos professores em sala de aula.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parte dos alunos aproveitou a boa atuação de alguns atores amadores que do teatro piracicabano. No curta-metragem “A morte e o imperador”, também da Choc, o ator amador Anselmo Figueiredo dividiu a cena com o “global” Roger Gobeth, no curta “Udi Grud”, com a história de dois jovens que possuem vidas diferentes, mas que têm um sonho fictício e um passado real em comum.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Para Eduardo Silva “é preciso ganhar espaço” &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Apresentador da mostra diz que cabe ao produtor do interior captar e levar sua cultura a diversos locais &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;O ator Eduardo Silva deixou claro que as produções quase não davam margem para análise dos aspectos negativos. Ele fez questão de ressaltar: “A falta de tempo e distância são o que atrapalham as produções no interior”. Sobre a forma que analisou os trabalhos, ele declarou: “Aqui, mais de perto, vendo pela primeira vez, dá para diagnosticar os imprevistos, a forma como cada grupo colocou a mão na massa e notar se o resultado final pode ser cunhado lá fora (no mercado de trabalho) ou não”. Na área de artes cênicas, além de longa-metragens, filmes publicitários e espetáculos teatrais, Eduardo participou das novelas A História de Ana Raio e Zé Trovão e Éramos Seis. Na TV, fez o personagem Bongô, do Castelo Rá-Tim-Bum (TV Cultura). Ainda como ator, ele já conquistou os prêmios Mambembe, Shell e Molière.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“É fundamental que todos percebam que São Paulo e Rio de Janeiro são muito grandes, mas também podem ser explorados, assim como o mercado internacional deve ser incluído. Quando eu penso no aspecto regional, o que me vem em mente é que somente o pessoal do interior pode valorizar o que está ao seu alcance e que tem a capacidade de mostrar esse valor lá fora”.Eduardo enfatizou que no mercado de trabalho quase não há abertura para os que “estão chegando”, mas que “tem muita gente boa para tentar ganhar espaço. O importante é isso”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A coordenadora do curso de Rádio e Televisão da Unimep, Maria Thereza de Azevedo, a Marithê, apostou no discurso de que o curso de Rádio e TV ano-a-ano coloca no mercado profissionais capacitados. A declaração foi dada na área externa do Teatro Unimep, entre um bate-papo com o ator Eduardo Silva e a reportagem da Tribuna. Entre um assunto e hoje, ela informou que assumiu a coordenação do curso em 2003, e só acompanhava o trabalho da turma como professora de algumas disciplinas de vídeo e televisão. Antes, tanto a direção do curso de RTV, como das outras faculdades (Jornalismo e Publicidade), era do professor Fernando Ferreira, o Fefeu, responsável pela criação do curso em 1994.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os orientadores dos projetos experimentais da Jaguatirica 2004 foram os professores Luciene Beleboni, Mirian Rother, Maria Ângela Pavan, Maurícius Farina e Marithê.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Reportagem publicada na edição de sábado, 11 de dezembro de 2005, na Tribuna Piracicabana&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9489475-110296640032408143?l=jornalismonarede.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornalismonarede.blogspot.com/feeds/110296640032408143/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9489475&amp;postID=110296640032408143' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9489475/posts/default/110296640032408143'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9489475/posts/default/110296640032408143'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalismonarede.blogspot.com/2004/12/jaguatirica-o-oscar-com-sotaque.html' title='Jaguatirica: o Oscar com sotaque caipira'/><author><name>Rodrigo Alves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11808376702313104497</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9489475.post-110235532974923383</id><published>2004-12-06T12:46:00.000-05:00</published><updated>2004-12-06T12:48:49.750-05:00</updated><title type='text'>Artista explora as mandalas sem limites</title><content type='html'>&lt;em&gt;Formas circulares inspiraram a artista plástica Lílian Françoso  a realizar a mostra “Sem Limites”&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Rodrigo Alves&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;rasilvad@walla.com&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dos povos primitivos ao homem contemporâneo, os círculos sempre foram utilizados pela humanidade. Aliás, antes disso, são circulares as formas de astros como o sol e a lua e todos os nove planetas existentes. Tais formas são definidas como mandalas e despertaram a criatividade da artista plástica Lílian Françoso, 42, que promove a mostra “Sem Limites”, no Centro Cultural Martha Watts. O material em exposição é resultado de mais de um ano de pesquisa sobre o assunto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seja em coisas belas como um botão de rosa, uma concha do mar, na íris dos olhos, ou até em algumas frutas, a mandala está presente em quase todo o universo. É tema, inclusive, de misticismo e religião. “Ela não tem pátria, não nasceu no Brasil e muito menos em Portugal. Até na pintura rupestre ela já era utilizada”, informa a artista piracicabana, que pesquisou o universo das mandalas antes de realizar as pinturas. “A pesquisa é importante porque madurece o artista em nível de conhecimento e de técnica”, justifica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lílian explica que o título da mostra “Sem Limites” revela muito do que ela acredita ser a definição do artista plástico. “Eu vou aonde eu quero e sou da opinião que, na profissão, o artista não pode rotular nada. A inovação deve ser almejada sem barreiras”. Ao criar os trabalhos abstratos em exposição, a temática permitiu à artista uma certa facilidade em brincar com as técnicas. Tanto que expõe quadros em acrílico, óleo sobre tela e técnica mista. “É uma arte abstrata, livre, mas que precisa de uma direção”, acrescenta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O “insight” sobre as mandalas surgiu de uma viagem que fez para uma região montanhosa do país. “Resolvi buscar isso em torno da cultura, logo em seguida veio a questão do movimento circular das mandalas”. Mesmo não possuindo nenhuma formação específica em artes plásticas, Lílian acredita que já nasceu com a “pintura no sangue”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desenvolve o trabalho artístico profissionalmente há nove anos. Antes disso, teve aula com Tuco Amalfi e Luísa Libardi. Ao longo da carreira teve suas pinturas reconhecidas em espaços culturais internacionais. Participou, em 2001, de um círculo internacional, expondo obras na França, na Espanha e em Belo Horizonte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No ano passado, com apoio do Instituto Histórico e Geográfico de Piracicaba (IHGP), abordou a cultura indígena, a qual fez questão de pesquisar todos os detalhes. O resultado foi exposto em fevereiro deste ano, no campus Taquaral da Unimep e, posteriormente, no Clube de Campo de Piracicaba e Escola Augusto Saes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem visitar a sala 1 do Centro Cultural enquanto a mostra estiver em funcionamento, pode se deparar com a artista no espaço. É que ela permanece no local para um intercâmbio de idéias com os visitantes da mostra, sempre às terças, quintas e sextas-feiras, das 16 às 19 horas. Também pretende levar ao local cavalete e tintas, para confeccionar aquarelas e outros tipos de trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;SERVIÇO&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Mostra “Sem Limites”, da artista plástica Lílian Françoso, na Sala 1 do Centro Cultural Martha Watts (rua Boa Morte, 1257, centro). A entrada é franca. Visitas de segunda à sexta-feira, das 9 às 12 horas e das 14 às 19 horas; aos sábados, das 9 às 12 horas. Mais informações: 3124-1889.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Publicada em 28 de novembro de 2004, na Tribuna Piracicabana.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9489475-110235532974923383?l=jornalismonarede.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornalismonarede.blogspot.com/feeds/110235532974923383/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9489475&amp;postID=110235532974923383' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9489475/posts/default/110235532974923383'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9489475/posts/default/110235532974923383'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalismonarede.blogspot.com/2004/12/artista-explora-as-mandalas-sem.html' title='Artista explora as mandalas sem limites'/><author><name>Rodrigo Alves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11808376702313104497</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9489475.post-110235501260595956</id><published>2004-12-06T12:33:00.000-05:00</published><updated>2004-12-06T12:43:32.606-05:00</updated><title type='text'>Curiosidade: o princípio do bom jornalismo	</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Rodrigo Alves&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;a href="mailto:rasilvad@walla.com"&gt;&lt;em&gt;rasilvad@walla.com&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Philip Meyer, na década de 70, já acreditava ser a Reportagem com Auxílio do Computador (RAC) uma realidade a ser expandida nas redações. Hoje, mesmo presente em parte do jornalismo brasileiro, a técnica não é aplicada pela grande maioria dos profissionais, inclusive&lt;br /&gt;sequer está presente na grade curricular das faculdades de jornalismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seria Meyer um profissional à frente do seu tempo? Não, ele era apenas um jornalista com a curiosidade aguçada. Tanto que carregava o lema: “dedicação à verdade, muita energia e algum talento para escrever”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seus ideais provam que o jornalista não pode se limitar a ter apenas um telefone em mãos e uma Olivetti ligada a uma tela de cristais líquidos, não pode se contentar com um furo e uma manchete por dia. O profissional precisa aprender a explorar o computador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quando me refiro a esse assunto, não incluo apenas o domínio da globalizada internet, mas sim de softwares simples como o Excel e Access, que existem desde a criação do Word 95.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode parecer impensável a utilidade dessas ferramentas, mas elas colaboram com um jornalismo mais detalhado, com minuciosidades e com a presença da matemática, algo até banido do dicionário de alguns repórteres. A difusão desta técnica só depende da audácia dos jornalistas interessados em informar o público com reportagens mais concisas e fundamentadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Este texto faz parte do projeto experimental para conclusão do curso de Jornalismo da Unimep e foi publicado no Jornal Experimental Ponto Final, encartado no dia quatro de dezembro, no Jornal de Piracicaba.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9489475-110235501260595956?l=jornalismonarede.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornalismonarede.blogspot.com/feeds/110235501260595956/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9489475&amp;postID=110235501260595956' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9489475/posts/default/110235501260595956'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9489475/posts/default/110235501260595956'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalismonarede.blogspot.com/2004/12/curiosidade-o-princpio-do-bom.html' title='Curiosidade: o princípio do bom jornalismo&#x9;'/><author><name>Rodrigo Alves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11808376702313104497</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9489475.post-110235440617884053</id><published>2004-12-06T12:28:00.000-05:00</published><updated>2004-12-06T12:33:26.176-05:00</updated><title type='text'>Curso Abril de Jornalismo</title><content type='html'>Quem sou eu e porque escolhi o jornalismo como profissão? Antes de cravar uma resposta foi preciso desfazer em minha memória um passado de mais de dez anos ou, para ser mais preciso, doze.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos oito anos de idade - hoje estou com 21 - tive uma professora de Redação que motivou minha classe a produzir um jornal mural. Ele receberia atualização semanal e teria um coordenador. Acabei me destacando no meio dos colegas. Era o único que assinava jornais e revistas. O trabalho se estendeu por mais dois anos e nunca mais tirei uma certeza: quero ser um jornalista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jornalista! Nada mal para um dos seis mil habitantes de uma cidade interiorana das Minas Gerais. Mas os anos passaram, chegou o colegial e junto uma porção de pessoas na minha cabeça. Administração, Rádio e Televisão, Economia e até Letras. A lista de sugestões era tanta que se dependesse de um professor eu teria parado num curso de Engenharia Eletrônica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vencida a fase, uma nova pergunta. Desta vez era a experiência em pessoa: minha professora de Língua Portuguesa, a mesma que me despertou o lado jornalístico. Ela dizia: “Seria você um bom contador de histórias?” Talvez a resposta pudesse até parecer simples, mas não para um adolescente de quinze anos com muitas espinhas na cara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim como “nem tudo que reluz é ouro e nem tudo que balança cai”, quase me dispersei. De volta ao passado lembrei mais uma vez da divertida fase da escola primária. Eu, Rodrigo Alves, coordenador de jornal da Felipe dos Santos. Nada mal para uma escola estadual de 500 alunos.    Mas o que fazer para ser jornalista? Fui procurar respostas e me debrucei com material talvez jamais requisitado na empoeirada biblioteca de minha cidade: um manual de redação e estilo para jornalistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A visita à biblioteca se estendeu a outras três ou quatro semanas. Não era para leitura. Queria renovar o precioso material. Afinal, pensava inquieto, ele não caiu na minha mão por acaso!&lt;br /&gt;Depois disso até fiz uma sugestão nas aulas de Redação: que tal se a cada semana todos fizessem um texto sobre um fato que saiu no jornal? A aceitação, por partes de alguns, não foi das melhores. Mas convenci quem mais precisava: a professora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tanta leitura assim motivou a diretoria da escola a assinar os jornais Folha de S. Paulo e O Estado de S. Paulo para os nobres alunos do Ensino Médio. “Mas não bastava apenas folhear aquelas páginas”, dizia a professora. “Vocês precisam acompanhar as notícias na televisão para comparar e descobrir a verdade”, completava ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As dicas podem não ter sido seguidas por meus colegas de classe, mas mergulhei na idéia. Dois meses depois já estava com quase 0,75 graus de miopia no olho esquerdo. Bastaram mais dois e descobri a Internet, um universo inacessível aos poucos habitantes da minha pacata cidade. Era conexão via ligação interurbana. Mais dois meses: um grau de miopia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Controvérsias e descontentes à parte, cheguei ao Ensino Superior decidido a ser um jornalista. Já em São Paulo, ou melhor, Piracicaba, que decepção! Cortaram o diploma. Agora qualquer um pode ser repórter de televisão. Mais uma etapa superada. E para completar o diagnóstico, a ficha caiu: profissão jornalista, sinônimo: salário pequeno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para quem carrega a profissão no sangue, independente do salário, jornalismo é jornalismo! Eu quero que macacos me mordam, que Judas perda a bota, mas não quero desistir de um ideal. Nem que seja para fazer um jornal em minha terra natal, Inconfidentes, em Minas. Lá também existem notícias, mesmo que sejam as de igreja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quatro anos se passaram e a convicção ainda está presente. O jornalismo, independente do ambiente de trabalho, é sempre o mesmo. Muda a estrutura, o salário, o computador, mas não a essência: escrever a verdade, sempre. Isso sem entrar na discussão ética da profissão, até porque, um jornalista, antes de ter ética na profissão, precisa mantê-la como cidadão.Essa narrativa faz uma pequena descrição de fatos e impressões que tive antes de escolher o ofício.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de quatro anos, alguns “freelancers” e experimentalismo nos laboratórios, quero desempenhar um trabalho onde “escrever bonito” não seja apenas a regra geral. É apurar bem e exaustivamente. E rememorar que o jornalismo sempre será envolvente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este texto foi produzido para a seleção do Curso Abril de Jornalimo 2004, no qual 1800 pessoas se inscreveram. Do total, 200 foram chamados para a pré-seleção, dos quais, estava entre eles. Como postei este texto no dia 6 de dezembro, ainda não posso dizer se fui um dos 30 selecionados para o curso, mas espero boas notícias no dia 10 deste mês.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9489475-110235440617884053?l=jornalismonarede.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornalismonarede.blogspot.com/feeds/110235440617884053/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9489475&amp;postID=110235440617884053' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9489475/posts/default/110235440617884053'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9489475/posts/default/110235440617884053'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalismonarede.blogspot.com/2004/12/curso-abril-de-jornalismo.html' title='Curso Abril de Jornalismo'/><author><name>Rodrigo Alves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11808376702313104497</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9489475.post-110235406631583014</id><published>2004-12-06T12:21:00.000-05:00</published><updated>2004-12-06T12:27:46.316-05:00</updated><title type='text'>Piracicaba tem 51 novos casos de Aids 	</title><content type='html'>&lt;em&gt;Média registrada no ano passado era de 27 casos da doença; mesmo com aumento, secretário diz que cidade caminha para estabilização &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Rodrigo Alves&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Freelancer&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dados do Ministério da Saúde, divulgados em 2003, colocavam Piracicaba como a 44ª cidade em todo o país em números de infectados, com 843 casos, entre 1980 a 2002. Mas, em 2004, com uma técnica diferente de mapeamento, não foi possível saber se esse número subiu ou desceu. Apenas se tem notícia de que cidade contabilizou, somente este ano, 51 novos casos de HIV positivos e 77 soropositivos assintomáticos. Nesse último caso, 42 são do sexo masculino e 35 do feminino. O grupo heterossexual é o maior número de contaminado em Piracicaba.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na opinião do secretário João Pauli (Saúde), Piracicaba caminha para uma estabilização do vírus desde 1998, período de grande concentração da doença. Os dados comprovam que em 1998 a taxa era de 161 casos; em 1997, 229 casos e em 1996, 233 casos. De lá para cá, os valores foram baixando, tanto que em 2001, o número de infectados eram de 57 e, em 2002, apenas oito pessoas contraíram o HIV. O problema é na relação dos dados entre 2003 e 2004, com um registro de 27 casos contra 51 este ano, ou seja, quase o dobro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora o dado seja espantoso, no Dia Internacional de Luta Contra a Aids, comemorado desde 1998 em 1º de dezembro, o município só tem a comemorar, na opinião do secretário. “Estamos fazendo o diagnóstico precoce, tanto a pessoa que possui o vírus como a que não possui é orientada. Encaminhamos os casos e oferecemos medicamento. Isso é o que tenho a dizer sobre Piracicaba, que está estabilizada num patamar ano-a-ano, levando em conta uma queda de mortalidade. Estamos num processo de estabilização, é uma média histórica”, diz Pauli.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um outro dado positivo anunciado pelo secretário é que no ano passado foram registradas menos de 10 mortes por causa do HIV. “Todos os postos estão prontos para atender. Há pré-natais e atendimento reforçado para os usuários de drogas, tudo gratuito. A nossa secretaria trabalha com a prevenção”, completa Pauli.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Conscientização&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Caminhada reforça a prevenção&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Dia Internacional da Luta Contra a Aids será marcado em Piracicaba pela “Caminhada da Solidariedade”, com a meta de reforçar a compreensão e postura das pessoas em relação aos infectados pelo HIV/AIDS. A organização é do Cento de Doenças Infecto-Contagiosas (Cedic), órgão ligado à Secretaria Municipal de Saúde, que distribui 25 mil camisinhas por mês em toda a cidade. “A 13ª Semana Municipal de Prevenção, iniciada na última sexta-feira, é o coroamento do trabalho desenvolvido em um ano. A gente quer atingir do bebê até a vovó. Atender a família inteira”. A declaração é da psicóloga Maria Regina Teixeira, diretora das Ações de Prevenção do Programa Municipal de DST Aids de Piracicaba, implementadas pelo Cedic.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste ano, a Caminhada da Solidariedade começa a partir das 9h30. Os participantes sairão do largo do Mercado Municipal e caminharão até a praça José Bonifácio, onde as atividades de conscientização e reflexão sobre a doença serão intensificadas com o abraço da solidariedade e ações educativas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A especialista destaca que a cidade possui 24 postos que fornecem materiais de conscientização e preservativos gratuitamente. Há, ainda, a Unidade Básica de Saúde da Vila Rezende e as farmácias do município, que atuam no planejamento familiar, aliadas ao Cedic, que distribui preservativos para 20 unidades do programa Saúde da Família e para o Centro de Atendimento Social do Adolescente de Piracicaba (Casap). “Nosso trabalho não se restringe apenas a isso. Temos programas para o morador de rua, para o profissional do sexo”, explica Maria Regina, informando que são distribuídas, por mês, 25 mil camisinhas de uso masculino.   O Cedic, de acordo com a diretora, recebe um repasse do programa Fundo a Fundo, estimado em R$ 348 (valor  recebido em parcelas mensais). O projeto é desenvolvido por meio de um convenio entre Prefeitura e Ministério da Saúde. “Todo ano vem uma certa quantia para eventos e atividades. A população precisa entender que nós começamos a campanha no Carnaval, percorremos pequenos eventos e promovemos treinamentos”. Também não deixamos de lado grandes datas como o Dia da Mulher (8 de março) e Dia dos Namorados (12 de junho). O tema da campanha deste ano foi “Quanto mais você conhece, mais seguro fica”. A campanha atinge a todas as esferas da sociedade piracicabana. “Em termos de idade, digamos que do bebê ao avô e, no caso religioso, nossa abordagem abrange o aspecto humano, sem extinção de crença”.     &lt;br /&gt;Epidemia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Doença é a que mais mata no mundo        &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A síndrome de imunodeficiência adquirida (Aids) é a doença infecciosa que mais mata no mundo. Desde 1981, quando foi reconhecida pelo CDC (sigla em inglês para Centro para o Controle de Doenças), de Atlanta (EUA), a Aids se espalhou rapidamente, sendo considerada uma epidemia mundial já no final da década de 1980. O número de vítimas da Aids por ano é o equivalente a uma vez e meia a população do Distrito Federal. Segundo o coordenador das Nações Unidas no Brasil, Carlos Lopes, em entrevista coletiva para divulgação do Boletim Epidemiológico Mundial 2004, “apenas seis bilhões de dólares são destinados ao combate a esta epidemia, no mundo”. O relatório é elaborado anualmente pelo Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (Unaids).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O coordenador do Programa no Ministério da Saúde, Pedro Chequer, disse, ao jornal Folha de S. Paulo, que na faixa etária entre 15 a 19 anos, o número de casos em mulheres é maior do que em homens. “É fundamental que a mulher passe a se informar cada vez mais, a partir do acesso à educação, para construir sua própria defesa em relação à aids”. No país, são quatro milhões de brasileiros iniciando a vida sexual ao ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A economista francesa Marie-Pierre Poirier, que assumiu recentemente o Fundo das Nações para Criança no Brasil (Unicef), diz que a principal preocupação é diminuir os casos entre os jovens, levando em conta o pensamento que “são o futuro da nação”. Marie informou que no país, por ano, cerca de um terço dos bebês nascem contaminados pelo vírus, por isso, existe a intenção de “baixar a transmissão do contágio pela gravidez, seja por meio de informações prestadas às gestantes seja pela consciência da própria pessoa”. A declaração foi dada na última segunda-feira, em entrevista ao Programa Roda Vida, da TV Cultura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Crianças e mulheres são mais atingidas pela Aids&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Desde a década de 80, quando o primeiro foco da epidemia da síndrome de imunodeficiência adquirida (HIV) pensava em nascer, até os dias de hoje, a Aids já atingiu mais de 10 mil crianças de até 12 aos de idade no Brasil. Por dia, cerca de 150 mulheres são infectadas diariamente pelo HIV na América Latina e no Caribe. No mundo, somente em 2002, foram registrados cinco milhões de portadores. Os dados são da Organização Mundial da Saúde (OMS) e foram divulgados na última quinta-feira. Embora os dados mostrem que a população brasileira sexualmente ativa tem níveis bons de informação sobre as formas de se contrair o vírus da Aids (93%), apenas 25,3% dos brasileiros com vida sexual ativa, com idade entre 15 e 24 anos, fazem uso regular da camisinha. Mas, de acordo com a pesquisa, 52% dos entrevistados já receberam ou pegaram camisinha gratuitamente, a maioria deles em postos de saúde. Entre os países da América Latina, o Brasil possui mais de um terço dos portadores de HIV.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Dados mundiais&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;42 milhões de pessoas infectadas&lt;br /&gt;14 mil novos casos ao dia&lt;br /&gt;3 de milhões de crianças portadoras&lt;br /&gt;3,1 milhões de mortos em 2002&lt;br /&gt;4 milhões/ano de pessoas iniciando a vida sexual&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fonte: Unaids&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;No Brasil&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;310 mil casos de Aids&lt;br /&gt;71,1% do total são homens (220.783 casos)&lt;br /&gt;28,8% do total são mulheres (28,8%)&lt;br /&gt;8.418 casos são em crianças com menos de cinco anos&lt;br /&gt;Estimativa de pessoas infectadas com HIV: 600 mil&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fonte: &lt;/strong&gt;&lt;a href="http://www.aids.gov.br"&gt;&lt;strong&gt;www.aids.gov.br&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;No Rio, prevenção à Aids recebe evento de Humor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;O Ministério da Saúde inaugurou o Salão Internacional de Humor em DST e Aids, no Centro Cultural da Saúde, no Rio de Janeiro (Praça Marechal Âncora, s/nº, térreo, Centro, Rio de Janeiro). Os organizadores montaram uma exposição que não fosse apenas contemplativa, mas também participativa e lúdica. Dessa idéia, nasceram brinquedos de gente grande, que devem chamar a atenção de homens e mulheres de todas a idades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem for ao Salão poderá jogar uma espécie de basquete em que as bolas são réplicas do vírus HIV e a cesta é um imenso preservativo em estrutura metálica. A invenção reforça o conceito de segurança do preservativo. Outra peça original da exposição é um boneco imantado, no qual as pessoas podem fixar peças de roupa, inclusive a camisinha, como em um quebra-cabeça.      &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além das instalações interativas, há 300 cartuns selecionados em 50 países. Do total, 172 estarão expostos em ampliações. Os outros trabalhos poderão ser vistos em ambiente virtual. Com o mote do humor, o Programa Nacional de DST/Aids pretende mostrar ao público um panorama sobre as formas que as diferentes culturas do mundo retratam a epidemia de aids.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Salão Internacional de Humor faz parte da programação do Dia Mundial de Luta Contra a Aids, comemorado hoje. A exposição ficará aberta ao público até 30 de abril de 2005. O horário de visitação é de terça a sábado, das 10 às 17 horas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Publicada no dia 01 de dezembro, Dia Mundial da Luta Contra Aids&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9489475-110235406631583014?l=jornalismonarede.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornalismonarede.blogspot.com/feeds/110235406631583014/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9489475&amp;postID=110235406631583014' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9489475/posts/default/110235406631583014'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9489475/posts/default/110235406631583014'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalismonarede.blogspot.com/2004/12/piracicaba-tem-51-novos-casos-de-aids.html' title='Piracicaba tem 51 novos casos de Aids &#x9;'/><author><name>Rodrigo Alves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11808376702313104497</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9489475.post-110235370043431097</id><published>2004-12-06T12:17:00.000-05:00</published><updated>2004-12-06T12:21:40.433-05:00</updated><title type='text'>Obras refletem a infância contemporânea</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;Artista abre exposição individual com 22 obras que levam a reflexão sobre a criança e o futuro&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rodrigo Alves&lt;br /&gt;Freelancer&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perna de pau, carrinho de rolimã, gangorra, pião, corda e pipa são brinquedos que remetem ao passado, quando a infância não era marcada por brinquedos eletrônicos e tecnológicos videogames. Assim com os brinquedos, os tempos eram outros e a forma da criança ver o mundo também. O artista plástico Gilmar Godoy, 46, sabe muito bem desse assunto. Tanto que ele abre uma exposição individual, hoje, às 20h30, na Galeria do Engenho Central, com obras que retratam as crianças brincando, mas com um olhar de preocupação com o futuro.        &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Quando eu brincava de rolimã, há mais de trinta anos, o mundo era cheio de sonhos e as crianças ansiavam pelo futuro. Os planos eram muitos e os sonhos que tinha na mente eram mais possíveis”, explica Godoy, que enxerga a criança de hoje com uma expressão limitada, “uma vez que a sociedade a deixa preocupada com o futuro. Elas já nasceram sabendo onde devem chegar”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As 22 pinturas do artista autodidata encerram a programação de exposições de 2004 na Galeria do Engenho Central. De acordo com Godoy, seu estilo de pintar dá ao público uma sensação de que as obras estão inacabadas. “Meu estilo é humilde, revela muito das minhas origens”, afirma ele, que possui uma intenção a mais ao confeccionar as pinturas dessa forma. “Eu quero que o público olhe e não se atente aos detalhes, mas que passe, admire e guarde aquela cena em sua mente”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para elaborar as obras, ele ficou preocupado com a observação do universo infantil. Como trabalha na Secretaria de Ação Cultural (com sede no Engenho Central), Godoy passou a observar as visitas das crianças ao local, dando atenção ao modo como as crianças se expressam e se relacionam umas com as outras. E concluiu que a mostra deveria retratar o olhar infantil, rodeado por&lt;/span&gt; toda&lt;span style="font-family:arial;"&gt; a magia dos brinquedos, mas que teria maior valor se também expusesse as preocupações nos olhares e nas expressões faciais. “As crianças estão paradas, brincando, mas preocupadas com o amanhã”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Godoy reservou uma sala da Galeria com obras de cunho familiar. Uma delas é um auto-retrato aos 17 anos, da “época em que ainda desejava muita coisa, algumas das quais realizei, outras que ainda persigo e também aqueles sonhos que sei que não serão possíveis”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O artista confeccionou um quadro em que está rodeado com os três filhos. “Sei que eles têm um sonho, mas logo na infância já foram preparados para o futuro que os aguarda”. Um outro trabalho traz o artista, na adolescência, junto com seus sobrinhos e o pai, do lado de fora da casa onde morava. “Essa pintura me causou uma certa angústia, até porque meu pai não está mais vivo. Voltei à minha origem humilde, do tempo em que vivia com os meus 13 irmãos. Era uma infância feliz”.Ainda na “sessão de obras familiares”, Godoy pintou a filha Nayara, recuada num canto do Engenho Central, entre uma boneca da artista Carmela Pereira. “A intenção é que o público tente buscar o porque da seriedade nos olhos dela”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;SERVIÇO&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Exposição das obras do artista plástico Gilmar Godoy, até dia 2 de janeiro, na Galeria do Engenho Central. Visitas de segunda à sexta-feira, das 9 às 11 horas e das 14 às 17 horas; sábados domingos e feriados, das 13 às 17 horas. Abertura hoje, às 20h30.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Publicada em 2 de dezembro de 2004, no Jornal A Tribuna Piracicabana.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9489475-110235370043431097?l=jornalismonarede.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornalismonarede.blogspot.com/feeds/110235370043431097/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9489475&amp;postID=110235370043431097' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9489475/posts/default/110235370043431097'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9489475/posts/default/110235370043431097'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalismonarede.blogspot.com/2004/12/obras-refletem-infncia-contempornea_06.html' title='Obras refletem a infância contemporânea'/><author><name>Rodrigo Alves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11808376702313104497</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9489475.post-110235289619870766</id><published>2004-12-06T12:00:00.001-05:00</published><updated>2004-12-06T12:17:32.616-05:00</updated><title type='text'>Jaguatirica revela talentos em rádio e televisão</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;Projetos de conclusão do curso de Rádio e TV da Unimep serão apresentados na próxima terça-feira&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rodrigo Alves&lt;br /&gt;Freelancer&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eles são alunos do último semestre do curso de Rádio e Televisão da Unimep e ficaram quatro anos se revezando entre as aulas teóricas, nas salas de aula, e aprendizado prático, nos laboratórios de rádio e vídeo. Ao optarem por uma área como essa, produziram muitos trabalhos ao longo da jornada, mas as produções, na maioria das vezes, apenas foram apresentadas entre os colegas ou familiares. Com a realização da 5ª Mostra Jaguatirica, chegou a hora do público avaliar o desempenho da turma e o conhecimento obtido durante o curso. O evento acontece na próxima terça-feira, às 19 horas, no Teatro Unimep, que também comemora os dez anos do curso na universidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após a exibição, será divulgado o melhor trabalho, na opinião de bancas compostas por profissionais e professores da área. A apresentação da mostra é do ator Eduardo Silva, que, além de longa-metragens, filmes publicitários e espetáculos teatrais, participou das novelas A História de Ana Raio e Zé Trovão e Éramos Seis. Como ator, ele já conquistou os prêmios Mambembe, Shell e Molière.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a presença do ator não é nenhuma novidade, uma vez que o evento sempre apostou em nomes de peso nas apresentações. Por ali já passou, em edições anteriores, por exemplo, o multimídia Edson Montenegro, ex-apresentador do programa Zoom, da TV Cultura. A novidade desse ano é a regionalização das oito produções a serem exibidas, com a proposta de atingir projetos pilotos direcionados às empresas locais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na edição 2004 da Jaguatirica, há trabalhos de vários gêneros e temáticas: documentários sobre alfabetização de adultos, programas para crianças, jovens e idosos, trilha sonora para cinema e TV. A orientação é da professora Maria Thereza de Azevedo, coordenadora do curso na universidade. O trabalho foi realizado em conjunto com os professores Mirian Rother, Luciene Beleboni, Maria Angela Pavan e Mauricius Farina. “Os estudantes mudaram a maneira de encarar o mercado e os projetos experimentais de conclusão alcançaram identidade. Eles ficaram impregnados de uma proposta. Estão se formando para trabalhar na região com qualidade e com uma visão critica muito aguçada”, avalia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tese de que a regionalização dos trabalhos colabora para um entendimento do mercado local foi acatada pela equipe On-line, da qual faz parte a estudante Karen Lopes Soares, 21. O trabalho em conjunto deu origem ao programa de rádio Mídia nossa de cada dia, que faz uma crítica bem humorada sobre o tratamento da mídia em questões de saúde e beleza. Há, ainda, o vídeo-documentário Trilha Sonora: Renato Lemos, que narra o processo de construção de uma trilha sonora para diferentes linguagens em mídias, como televisão, rádio, cinema e documentário. “Na regionalização, você valoriza não apenas o que é teu, mas o local onde você mora e vive. Acho que o desafio é enriquecer o trabalho e produzir algo que não fique naquela mesmice”, diz Karen.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao produzir o projeto experimental de conclusão do curso, a equipe G1 Produções, de Antônio Diego da Silva, 21, procurou abordar uma temática não muito presente na mídia convencional. Alguns meses de pesquisa teórica e trabalho prático deram origem a um programa de rádio voltado para a terceira idade, direcionado principalmente às emissoras de rádio AM. Já a produção em vídeo teve o cuidado de trazer uma linguagem jovem, procurando atingir esse público. “Essa foi a oportunidade que o grupo teve de experimentar. No mercado não é permitido, por isso, o curso tem o seu mérito. É uma forma de ousarmos, errarmos e, no caso de acertamos, lançar uma fórmula nova no mercado”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MERCADO&lt;br /&gt;Os novos profissionais da área de Rádio e Televisão da Unimep chegam ao mercado com muitos méritos. Em dez anos de curso, a turma é a que mais possui prêmios em eventos de peso na área de comunicação. Desde o primeiro trabalho realizado em 2001, houve uma classificação no Congresso Brasileiro de Comunicação, que anualmente promove o Prêmio Expocom , com uma média de 2,5 mil trabalhos de todas as universidades brasileiras. Nos quatro anos de curso, a turma totalizou sete premiações nas categorias rádio-novela, roteiro e vídeo. O evento é o mais importante na área em todo o país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A equipe da estudante Mirian Marques Giandoso, 22, é uma das que recebeu o reconhecimento na Expocom deste ano, com a rádio-novela “O Vivente”. No site do evento (www.expocom.org.br), o júri avalia a produção como algo que “pode e deve” ser veiculado em emissoras educativas. O júri 2004 ainda classifica a equipe com “um amplo domínio da técnica e linguagem da novela de rádio, com uma boa direção de atores, o que revela o amadurecimento do grupo”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para o público ter um parâmetro do que será a Jaguatirica na próxima terça-feira, nada melhor do que uma avaliação final da coordenadora Marithê: “A turma traz, além de boas produções, conteúdo. São projetos pilotos de programas para televisão e para o rádio. Esse é diferencial dessa turma em relação às outras, dessa mostra que será exibida na terça. Exibiremos trabalhos que poderão ter continuidade no mercado de trabalho, mas que fique bem claro, é um mercado em construção, em desenvolvimento”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reportagem publicada no dia quatro de dezembro de 2004, no Jornal A Tribuna Piracicabana&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9489475-110235289619870766?l=jornalismonarede.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornalismonarede.blogspot.com/feeds/110235289619870766/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9489475&amp;postID=110235289619870766' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9489475/posts/default/110235289619870766'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9489475/posts/default/110235289619870766'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalismonarede.blogspot.com/2004/12/jaguatirica-revela-talentos-em-rdio-e.html' title='Jaguatirica revela talentos em rádio e televisão'/><author><name>Rodrigo Alves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11808376702313104497</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
